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Fraternitas Movimento
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Será que podemos afirmar, de verdade, que todos seremos salvos? Ou será que, tal como diz o texto de Romanos 8, 28-29, uns serão salvos e outros condenados? Uma questão complexa que nos é colocada e que tem sido objeto de muitos debates ao longo da história da Igreja. Quando Paulo aborda esta questão, tem em mente a sua própria convicção de que Deus apenas deseja para nós uma vida plena. E, neste sentido paulino do projeto de Deus, ele compreende o horizonte para o qual estamos predestinados: «ser semelhantes à imagem do seu Filho», o que não é outra coisa senão a «glorificação» de toda a nossa vida. Ou seja, através da encarnação, morte e ressurreição do Filho, acedemos à vida nova, ao tempo novo, a uma situação, a um Reino, que tem relações e normas novas. Não se trata de um julgamento em que os bons serão salvos e os maus serão afastados; trata-se do desejo de Deus de que vivamos em plenitude, numa situação nova, para nós e para toda a criação, onde se viva com justiça e paz. Deus d...
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