25.° Dia – 26 de dezembro de 2012
O Amor perdoa
«A quem vós perdoais, eu também
perdoo. E se perdoei – na medida em que tinha de o fazer – foi por amor de vós,
na presença de Cristo (2 Coríntios 2, 10)
Perdoar é, talvez, o desafio mais
difícil. Mas se o casamento precisa de esperança, este é o desafio que temos de
levar a sério.
Diretores espirituais,
conselheiros matrimoniais, amigos… que lidam com casais abalados por
ressentimentos ou que perderam a confiança mútua, dizem que a dificuldade em
perdoar é o problema mais complexo do casamento, porque as rupturas afetivas
são as últimas a ser reparadas.
Jesus pintou uma imagem realista
do perdão na parábola do servo impiedoso. Um homem que devia uma enorme quantia
em dinheiro ficou surpreendido quando o seu senhor ouviu o seu apelo por
misericórdia e perdoou toda a dívida. Porém, esse mesmo servo fez algo
totalmente inesperado: exigiu o pagamento imediato da dívida a outro homem que lhe
devia uma quantia muito menor.
Na linha da mensagem desta
parábola, quando exigirmos perdão e não formos capazes de perdoar, devemos
considerar o que Jesus disse: “Assim procederá convosco meu Pai celeste, se
cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração” (Mateus 18, 35).
O perdão livra-nos da preocupação
de encontrar formas de punir quem errou.
Sim, quando perdoamos, entregamos
a Deus a tarefa de ser juiz misericordioso, Aquele que é capaz de reabilitar os
prevaricadores.
Perdoar não é fingir que não
aconteceu nada; e também não é desinteressar-se. É confiança no Criador.
E é libertação das nossas forças
destrutivas. Pelo nosso julgamento, destruiríamos em vez de reconstruir.
Como sabemos que perdoamos? No
momento em que confiamos no poder transformador de Deus e esperamos ativamente que
o próximo vai mudar de atitudes – apoiando-o com palavras e gestos pedagógicos.
Os casamentos bem sucedidos não
são formados por pessoas que nunca se magoam uns aos outros, mas por pessoas
que decidem “não guardar rancor” (1 Coríntios 13, 5).
Desafio para hoje: Sempre que
tiver motivo para julgar, vou dizer «Eu escolhi perdoar», sabendo que perdoar é
confiar em Deus e no próximo.
Anotar na folha quando o desafio estiver
completo: O que perdoei ao seu cônjuge hoje? Por quanto tempo carregava esse
peso? Quais foram os resultados de entregar a Deus a resolução desse problema?
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

Comentários
Enviar um comentário