«A caridade é o distintivo do seguidor de Cristo»

Resumo da mensagem: O único e novo mandamento que Cristo nos deixou foi a caridade. É a medida com que julgamos a nossa santidade e a perfeição.

No Antigo Testamento, o amor ao próximo tinha uma medida: "como a ti mesmo". 

No Novo Testamento, a motivação profunda do nosso amor cristão ao próximo é porque o Espírito de Deus habita no irmão, no próximo, amado por Jesus Cristo. Para Ele, o mandamento da caridade vai até ao paradoxo de "apresentar a outra face, amar o inimigo e rezar pelos que nós perseguem". 

Cristo é o espelho onde olharmos para viver a caridade.
Em primeiro lugar, para poder viver esta caridade temos de olhar o primeiro modelo, o Deus cheio de misericórdia, encarnado em Cristo, que entregou nada mais e nada menos que Sua própria vida como mostra do Seu amor por nós. Deus em Cristo amou a todos, sem distinção de raças, língua e cor. 
Deus já desde o Antigo Testamento é um Deus paciente e misericordioso com seu povo infiel à aliança, idólatra. 
E no Novo Testamento esse Deus se fez homem em Cristo, para revestir-nos da nossa carne e assim nós possamos "tocar sua carne" na pessoa do pobre e necessitado, como nos diz o Papa Francisco. Essa caridade foi infundida por Deus no dia do Batismo, como semente que devemos regar, cuidar e fazer frutificar.

Em segundo lugar, vivendo está caridade imitamos em certo sentido a santidade de Deus.
Vivendo a caridade, construímos a comunidade que é um templo Deus, unidos em Cristo.
Vivendo esta caridade saberemos também corrigir fraternalmente o nosso irmão quando queira ir por maus caminhos e oferecer-lhe uma palavra oportuna, não desde a agressividade, se não desde o amor. Amar não significa ficar de braços cruzados.

Finalmente, essa caridade começa na nossa casa, com os mais próximos, que são os que mais motivos e ocasiões nos dão de praticá-la: na família, no grupo de trabalho, na comunidade religiosa e paroquial. Não dar importância as coisas bobas, sobre as que discutimos as vezes perdendo o humor e a paz. Essa caridade não com palavras bonitas ou com teorias, se não com gestos concretos. Também caridade com os pobres, os débeis, os pecadores, os que estão nas periferias, como tantas vezes nos diz o Papa Francisco. E o cume: caridade para perdoar os inimigos e os que nos maltratam, oferecendo a outra face. O cristão saúda os adversários, dá atenção gratuitamente, não responde com contra-ataques, está pronto à reconciliação sem guardar sentimentos de repressão e cortando as mágoas de rancor no nosso trato com os demais.

Para refletir: A caridade é uma utopia?
Somos cientes do que o perdão ao próximo é questão de vida ou morte como cristãos?

Padre Antonio Rivero

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