Padres casados:
o problema dos sacerdotes católicos que, para se casarem, devem renunciar a
celebrar, enquanto os padres católicos de rito oriental, que podem casar,
celebram normalmente, está sob a atenção do papa: "Está presente na minha
agenda", respondeu ele, de surpresa, na manhã dessa quinta-feira, durante
um encontro com os sacerdotes romanos.
A reportagem é de Virginia Della Sala, publicada
no jornal Il Fatto Quotidiano,
20-02-2015.
A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O pontífice contou que, no dia 10 de fevereiro passado,
durante a missa da manhã celebrada em Santa Marta, havia sete padres
que festejavam os 50 anos de sacerdócio. Uma notícia normal, exceto que, entre
ele, explicou o papa, também havia cinco padres casados.
Nessa quinta-feira, a pergunta sobre os sacerdotes
conjugados foi-lhe dirigida pelo padre Giovanni Cereti,
teólogo e reitor da Igreja de São João Batista dos Genoveses,
em Roma. O padre Cereti lembrou o caso das Igrejas orientais,
que preveem a ordenação de homens casados, e os milhares de padres casados de
rito latino que, ao contrário, não podem celebrar.
"O papa acolheu a minha proposta favoravelmente –
explicou – e com muita benevolência. Ele disse que conhece bem esse problema e
que o tem bem presente."
O teólogo se dirigiu ao Papa Francisco abordando diretamente a questão:
"Eu introduzi o meu discurso dizendo que estávamos participando de um
belíssimo encontro, uma verdadeira festa, mas que excluía aqueles tantos
coirmãos que, ao longo dos anos, embora continuando a ser grandes homens fé,
escolheram um caminho diferente, o do matrimonio. Um tema que se torna ainda
mais urgente, dada a falta de clero no mundo ocidental."
E o facto de que o problema dos padres casados está sob a
atenção de Bergoglio foi depois confirmado por Dom Gianfranco Girotti, ex-regente da Penitenciaria Apostólica: "A questão está
sendo discutida animadamente em várias partes, e eu acredito que será abordada
em breve".

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