Uma obra por mês, em Roma, durante o Ano Santo da Misericórdia




Refeitórios para os pobres, dormitórios, cursos vespertinos, albergues, consultórios familiares, centros para reinserção social dos presos. Uma obra por mês para Roma. No dicastério vaticano para a Nova Evangelização e no Vicariato trabalham em doze “sinais de misericórdia” que Francisco dará à capital durante o Ano Santo. Serão gestos em primeira pessoa por parte do Papa e terão um efeito duradouro em Roma. Eles inspiram-se nas obras de misericórdia corporal e espiritual indicadas no Evangelho. Ou seja, dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, hospedar os peregrinos, visitar os enfermos, visitar os presos, dar sepultura aos mortos.

Trata-se de estruturas permanentes que, ao terminar o Jubileu, terão uma “utilidade prática” no setor caritativo e assistencial. O objetivo é enfrentar a situação das periferias.
O plano das obras de Francisco pretende incidir nas exigências dos mais débeis, seguindo o modelo do centro para os pobres que mandou criar o próprio Papa ao lado da Praça São Pedro.

Sinais concretos de misericórdia que permanecerão inclusive quando a Porta Santa do Jubileu volta a ser fechada.

O Vaticano pôs-se imediatamente em movimento para a organização, participando em reuniões com o Governo e as autoridades de Roma.

Mediante o Jubileu, o Pontífice pretende levar “a misericórdia à vida quotidiana da Igreja, e a quotidianidade dos gestos”, explicou o arcebispo Rino Fisichela, ministro da Nova Evangelização e encarregado do Ano Santo.


Reportagem de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 12-06-2015.

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