Pecado de omissão?

Foto: Fundação AIS

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) lançou uma campanha que está a passar nas redes sociais e que tem como objectivo denunciar os crimes cometidos contra os Cristãos no Médio Oriente, em especial no Iraque e na Síria. Mais do que denunciar esses crimes, este pequeno filme, lança-nos uma inquietante questão: temos feito o suficiente para denunciar ao mundo a tragédia que se abateu sobre as comunidades cristãs às mãos dos extremistas muçulmanos?

Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt

O filme intitula-se “Wake Up! Acordem!”. O nome diz tudo. Produzido em parceria com a HM television, este filme dá voz a algumas pessoas que sentiram na pele a violência descontrolada que se abateu contra os cristãos apenas por causa da fé que professam. Apenas por isso. Uma dessas pessoas é o padre Douglas. Este sacerdote iraquiano foi sequestrado e torturado por extremistas muçulmanos em 2006. Esteve quase entre a vida e a morte, foi obrigado a fugir e hoje é apenas mais um refugiado entre refugiados. No entanto, o padre Douglas já perdoou aos seus algozes a violência extrema de que foi vítima. É a nós, cristãos do Ocidente, que lança o desafio mais inquietante: “Peço-vos que acordem. Se ficarem calados é como se concordassem com aqueles que nos perseguem. Por isso, não se calem. Se possível, não sejam meros espectadores, ajam e… acordem!”. 

Pedidos de ajuda 
O filme dirige-se a cada um de nós, como se estivéssemos todos sentados no banco dos réus. E, de certa forma, estamos. Além do Padre Douglas, é possível escutar outros depoimentos. Todos falam da violência cega que os jiadistas despejaram nas suas terras, como se fossem donos de tudo, até da vida das pessoas. Uma violência bárbara que está a conduzir ao desaparecimento de inúmeras comunidades cristãs de terras bíblicas. Faltam poucos dias para o Natal. Tal como a Sagrada Família não teve lugar na estalagem, hoje há milhares de famílias cristãs que foram expulsas de suas casas, das suas terras, que foram obrigadas a fugir para salvarem as próprias vidas. Dois mil anos depois, há milhares de marias e josés que precisam de ajuda. Da nossa ajuda e da certeza da nossa fé. Não fazer nada por eles é incompreensível. É mesmo pecado de omissão.

Simplesmente espectadores?
É um pequeno filme que incomoda. Em pouco mais de cinco minutos passam, diante dos nossos olhos, imagens das atrocidades cometidas contra os Cristãos no Médio Oriente nos últimos anos. É impossível ficar indiferente. Este filme provoca as nossas consciências. O que temos feito, de facto, pelos Cristãos que nos pedem ajuda?


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