1 – Este sinal expressa o
reconhecimento da nossa condição humana, tão limitada e corruptível. Uma das
fórmulas que o sacerdote utiliza ao impor as cinzas sobre a cabeça dos fiéis é
esta: “Lembra-te que és pó e que em pó te hás de tornar”. A cinza recorda a
nossa fraqueza, mas também é sinal da possibilidade de ressurgir.
2 – A cinza simboliza a árvore
queimada. Foi precisamente numa árvore, a árvore da cruz, onde Jesus foi
crucificado. Evoca a cruz e antecipa também a Pascoa. A árvore da cruz é a
árvore da vida.
3 – A cinza convida-nos à
humildade, à austeridade. Alerta-nos sobre o orgulho e a prepotência. O que há
de mais pobre e insignificante do que a cinza!
4 – A cinza interpela-nos a
centrar o fundamento da nossa existência em Jesus Cristo. Só Ele nos pode
libertar da destruição, da corrupção e da morte. Cristo é o verdadeiro e único
remédio de imortalidade e eternidade.
5 – A cinza é símbolo de
conversão. Por isso, no rito da imposição das cinzas, a fórmula mais utilizada
é esta: “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.
Assim, podemos afirmar que a
cinza que Deus quer, ou seja, que a cinza cristã é:
6 – Que não te envaideças: os
talentos que recebeste são para servir.
7 – Não te consideres dono de
nada: és somente um humilde servidor.
8 – Aprecia o valor das coisas
simples e humildes, os pequenos gestos de todos os dias.
9 – Vive o momento presente em
compromisso e esperança, vislumbrando nas actividades diárias o rosto da
eternidade.
10 – Não tenhas um medo excessivo
do sofrimento, da dor, da destruição, da morte. A cinza surge de uma árvore e
para os cristãos essa árvore não é outra que a árvore da cruz de Jesus Cristo,
a árvore da Vida eterna.

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