«O celibato sacerdotal é intocável», disse Papa Francisco aos bispos italianos


O celibato dos padres é intocável. O vento reformista do Papa Bergoglio certamente não sopra nessa direção, e, no horizonte, não há pressupostos para abrir aos padres casados.

«O celibato sacerdotal vai continuar como está.» Quem esclareceu definitivamente essa questão foi o próprio Papa Francisco, que quis tranquilizar os bispos italianos reunidos em assembleia no Vaticano.

No dia 16 de maio, depois da leitura do seu discurso sobre a renovação do clero, foi realizada, a portas fechadas, uma espécie de sessão de perguntas e respostas sobre diversos assuntos. Um bispo tomou a palavra para lhe pedir explicações sobre possíveis modificações futuras naquela direção. A resposta do papa foi clara e sem qualquer abertura.

Embora o celibato não seja um dogma, certamente não será este pontífice quem vai enfrentá-lo. Há algum tempo, existem diversos teólogos e correntes de pensamento que pressionam as instituições da Igreja para permitir que os padres se casem.

Quem alimentou esperanças nesse sentido foi Bergoglio no início do seu pontificado, quando, ao retornar de uma viagem, falando com os jornalistas, disse: «A Igreja Católica tem padres casados nos ritos orientais. O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que eu aprecio muito e acho que é um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre há a porta aberta, mas, neste momento, são outros os temas sobre a mesa.»

Texto: Franca Giansoldati, em Il Messaggero, 18 de maio de 2016

Comentários

  1. Numa primeira impressão, oferece-me dizer:
    1. Precisamos de saber o contexto dessa afirmação. Uma frase deslocada não pode oferecer uma visão global.
    2. Não sou pessimista. Também não esperava que o papa abrisse o assunto. Imaginamos as pressões que deve ter sentido. Essas pressões ter-se-ão acentuado com a divulgação duma comissão para estudar e.analisar a abertura do diaconado às mulheres.
    3. Nesta linha o papa pretenderá acalmar os sectores mais tradicionais da Igreja?
    4. Recordo que S. João XXIII publicou a Veterum Sapientia, na qual impunha que se retomasse a sério o estudo do Latim de modo que permitisse as aulas de teologia em Latim. Aconteceu que ninguém fez caso dessa encíclica. Não será o canto do cisne sobre o celibato?
    5. Penso que a alteração da lei não será para os nossos dias, mas é inquestionável o progresso que se fez nos últimos anos na Igreja em Geral e no caso português, sobre este assunto..Posso não ver isto alterado, mas já fico contente. Lembro que Moisés foi um lutador pela libertação do povo judeu, mas não o introduziu na terra prometida. Viu-a de longe, mas ficou feliz. Connosco sucederá o mesmo... (Joaquim Soares)

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