Em Portugal há um défice de liberdade religiosa e os imigrantes vão agravar a situação, conclui um inquérito a lideranças protestantes e evangélicas, que concordam com o diálogo inter-religioso mas não o praticam. São conclusões da primeira fase de um inquérito às lideranças religiosas sobre percepção de liberdade religiosa, divulgado a 18 de janeiro de 2017, na apresentação pública do Instituto de Cristianismo Contemporâneo, da Universidade Lusófona, em Lisboa.
As lideranças protestantes e evangélicas "na teoria aceitam o diálogo entre religiões mas na prática não se dão muito ao diálogo, falta-lhes iniciativa", disse à Agência Lusa o coordenador do Instituto, José Brissos-Lino:
- quase metade das lideranças protestantes e evangélicas questionadas diz que as comunidades religiosas não fomentam o diálogo entre as religiões,
- mais de metade (52%) admite que nunca organizou uma actividade com outras religiões,
- ainda que 70% diga que é a favor do diálogo inter-religioso.
Questionadas sobre se o actual fluxo de refugiados vai ter implicações na liberdade religiosa, 61% das lideranças disse que sim, e 70% considerou que a liberdade religiosa vai diminuir na Europa. Já sobre se a sociedade portuguesa acolherá bem o aumento de população islâmica a maior parte diz que não sabe, 30,6% diz que não e 27,8% que sim.
Embora um pouco mais de metade dos inquiridos pense que a sociedade portuguesa é religiosamente tolerante,
- 69,4% disse que já teve na sua comunidade algum problema de liberdade religiosa,
- 77,8% defendeu que o Estado não tem desempenhado bem a função de promover a liberdade religiosa,
- 64% que a lei não garante uma efectiva liberdade religiosa.
- Mais de metade das lideranças inquiridas considera como "muitíssimo grande" o peso da Igreja Católica na sociedade portuguesa.
"As minorias religiosas normalmente são prejudicadas quando há uma mais representativa", salientou José Brissos-Lino, acrescentando que a liberdade religiosa é condicionada pela concordata (acordo entre Santa Sé e Estado) e dando um exemplo: quando se faz uma nova urbanização se há um equipamento religioso é sempre católico, as minorias "têm de alugar lojas". De acordo com o responsável "é mais fácil para judeus ou muçulmanos não serem discriminados, porque são religiões estabelecidas, do que outros ramos do cristianismo", ainda que na verdade "as comunidades evangélicas têm um peso maior do que muçulmanos ou judeus".
LUSA, em PÚBLICO, 17 de Janeiro de 2017
| Censos | Total | Católicos | Outras Religiões | Sem Religião | Não Sabe/Não Responde |
|---|
| 2011 | 8.989.849 | 7.281.887 | 347.756 | 615.332 | 744.874 |
Lista de denominações protestantes em Portugal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Luteranos
- Igreja Evangélica Luterana Portuguesa (missão da IELB)
- Igreja Luterana de Portugal (Sínodo de Wisconsin)
- Deutsche Evangelische Kirchengemeinde - Igreja Evangélica Alemã (missão da EKD, Evangelische Kirche in Deutschland - Igreja Evangélica na Alemanha)
Anglicanos
- Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica
- Diocese Anglicana na Europa - Sé de Gibraltar em Portugal
Calvinistas
- St Andrews Church of Lisbon
- Igreja Reformada em Portugal
- União das Igrejas Evangélicas Congregacionais Portuguesas
Presbiterianos
Anabaptistas
- Associação dos Irmãos Menonitas de Portugal
Metodistas
Baptistas
- Associação das Igrejas Baptistas Portuguesas
- Convenção Baptista Portuguesa
- Igreja Baptista de Carreiros (Campo Missionário)
- Igrejas Baptistas Independentes
Igrejas livres
Adventistas
- Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal
- Igreja Adventista da Reforma em Portugal
- Igreja de Deus (Sétimo Dia) em Portugal:
Grupos pentecostais
- Igreja Nova Apostólica
- Assembleia de Deus em Portugal
- Congregação Cristã em Portugal
- Igreja do Evangelho Quadrangular
- Igreja Cristã Maranata
- Igreja Apostólica Mundial em Portugal
- (Igreja Evangélica Assembleia de Deus Restituição, Missão e Paz)

Comentários
Enviar um comentário