O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é «de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus» (Ad Gentes, 14). Assim se expressava também o Papa Pio XII, no número 17 da Encíclica Mystici Corporis: os padrinhos e madrinhas «ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade».
Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto «uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela» (Papa Francisco, Lumen Fidei, 43). Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece ser uma tarefa imprescindível.
Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais têm o dever de transformar os seus filhos em discípulos de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.
SETE TAREFAS DOS PADRINHOS
1. Ser um Evangelho que será lido
O testemunho de vida dos padrinhos é fundamental para iluminar a vida do(s) afilhado(s) no seu percurso cristão.
2. Dar o melhor presente
O melhor presente que os padrinhos podem dar ao(s) afilhado(s) é o acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus, não as prendas no aniversário, Natal ou Páscoa.
3. Ser colaborador dos pais e não substituto(a)
Faz parte da missão dos padrinhos acompanhar também os pais do(s) afilhado(s), fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.
4. Partilhar o que é e tem de melhor
Os padrinhos partilham a fé, respondendo às dúvidas do(s) afilhado(s) e acompanhando-os nos momentos de crise, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.
5. Praticar o que ensinam
Os padrinhos atrairão os afilhados para a vivência cristã e fortalecerão neles o ser como Jesus Cristo participando assiduamente na paróquia (amando a Deus sobre todas as coisas) e agindo na sociedade segundo os valores do Evangelho (amando o próximo como a si mesmo).
6. Estar próximo
Procurem os padrinhos criar laços afetivos reais com o(s) afilhado(s) e respetiva família, partilhando tempo juntos e conhecendo o seu desenvolvimento como pessoas e como cristãos.
7. Assumir plenamente as responsabilidades
Quem aceita ser padrinho ou madrinha assume um compromisso para toda a vida e de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando o(s) afilhado(s) no seu desenvolvimento e amadurecimento. Portanto, a sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando o(s) afilhado(s) se torna(m) adulto(s), mas dura a vida inteira.
redação Fraternitas Movimento

Gostei muito de todas essas orientações. Dar para catequisar padrinhos antes do batizado.
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