Estas oito regras são válidas para pais, adolescentes, professores, jornalistas, professores e também para todos os que se iniciam na Internet. Porque, um pouco de bom senso nunca fez mal a ninguém.
Primeira regra: Honrarás o teu papel social
O utilizador de uma rede deste tipo, qualquer que ela seja, não pode esquecer-se de que tem um papel na sociedade. Pode ser pai ou mãe, padre ou deputado. Para cada uma dessas funções há comportamentos adequados e desadequados fora da internet. Não é auto-censura, é filtro social. Basta aplicá-lo.
Segunda regra: Não partilharás segredos na internet
As redes sociais são janelas para o mundo. Espanto-me sempre quando um político partilha uma informação no Twitter ou no Facebook, onde tem como seguidores alguns jornalistas, e espera que ela não seja pública. Pode não ter interesse público, o que é uma coisa diferente, mas se está publicada, não é off the record.
Terceira regra: Não insultarás o próximo
Escrever um tweet não é o mesmo que desabafar com um amigo. Há um mínimo de moderação e compostura que se exige a um político tanto na internet como fora dela. Insultar alguém em público tem consequências. Quando não se pode contribuir com argumentos válidos para a discussão, é melhor dar a conversa por encerrada.
Quarta regra: Serás tolerante e saberás ouvir/ler
Na sequência da terceira regra, a quarta implica tolerância. É mais fácil tê-la cara-a-cara do que quando se está escondido atrás do ecrã de um computador ou smartphone. Mas vale a pena ter tranquilidade para ler uma crítica ou um disparate e não lhe dar resposta. Além disso, o que é escrito, escrito fica. Um dia, o histórico das redes sociais será a memória do povo.
Quinta regra: Não usarás o humor como uma arma contra ti próprio
Nada contra um post bem-disposto ou uma observação divertida. Mas muito cuidado com as indirectas engraçadas ou com o humor negro que pode ofender alguém. Não há necessidade, como diria o Diácono Remédios.
Sexta regra: Saberás que nem tudo o que lês na Internet é verdade
Nas redes sociais é fácil fazer uma espécie de "corta e cola" de algo lido noutro mural. Mas antes de partilhar, devia ser obrigatório confirmar se aquele passeio na avenida foi mesmo reduzido a metade ou se aquela pessoa é mesmo filha da outra e não mera coincidência de apelido. Válido para todos os utilizadores de redes sociais.
Sétima regra: Partilharás o que pensas, não o que comes
Não se trata de guardar segredo para não causar inveja ou para não despertar a gula da “audiência”, mas o que pode ter mais interesse no mural de um político é aquilo que os ingleses designam por “food for thought” (comida para o pensamento) e não a comida propriamente dita.
Oitava regra: Não te auto-elogiarás
Outra maneira de dizer que o autor não precisa de fazer “gosto” em todos os posts ou tweets que partilha. Nem sequer é bom para a auto-estima. Os seguidores e amigos existem para isso e, já agora, são a declaração de interesses dos donos dos perfis. Diz-me com quem andas na internet, dir-te-ei quem és.
Sónia Sapage, em jornal Público
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