Sitio de autoajuda criado na Irlanda para dar assistência aos filhos dos padres católicos tem sido procurado por mulheres de todas as idades do mundo todo
Um sitio de autoajuda criado na Irlanda para dar assistência
aos filhos dos padres católicos tem sido procurado por mulheres de todas as
idades do mundo todo, desde a senhora de mais de 80 anos de Boston até a mãe de
uma criança de três anos das Filipinas.
"Isso prova que o problema não se limita ao passado.
Continua a existir", afirmou Vincent Doyle (34), fundador do sítio www.copinginternational.com, que é financiado pelo arcebispo de Dublin, D. Diarmuid Martin.
Ele disse ao jornal The Irish Times que, desde meados de agosto, 1062 pessoas acederam ao sítio, que teve oito mil visitas e
38 mil acessos de 53 países.
Seu pai, padre John J Doyle, de Co Longford, morreu em 1995.
Após confirmar a paternidade do padre em 2011, ele assumiu o sobrenome.
Um artigo publicado no sitio em 2015 afirma que os acordos de
confidencialidade com as mães dos filhos dos sacerdotes eram "uma forma de
chantagem contra a mãe e a criança". Escrito pelo conceituado advogado
canónico dos EUA, P.e Tom Doyle, afirma que "não há razão válida para tais
acordos ou contratos sob qualquer circunstância".
Em 2015, em resposta às observações do P.e Doyle, os bispos
católicos da Irlanda disseram que um acordo de confidencialidade era possível
"se as partes entrarem em acordo livremente, com o objetivo último de
proteger os interesses da criança".
Esse acordo seria "injusto" se "a mãe fosse
indevidamente pressionada" ou se fosse usado "principalmente para
proteger a reputação do sacerdote ou a Igreja institucional, criando um véu de
sigilo", disseram.
Numa carta aberta em apoio ao trabalho da Coping
International, o arcebispo Martin disse que estava disposto a "ajudar,
gratuitamente, qualquer filho de sacerdote que o procurasse".
Peter Murphy, filho do falecido bispo de Galway, Eamonn
Casey, disse recentemente ao Boston Globe que a divulgação da identidade do seu
pai, em 1992, significou tornar-se uma celebridade instantânea. Ele tinha 17
anos e morava com a mãe, Annie Murphy, em Connecticut, nos EUA.
Num artigo do Spotlight sobre o Coping International,
Murphy declarou: "Falei com um (repórter) irlandês de manhã, fui para a
escola e pensei: "OK, é só isso". Mas quando cheguei a casa, eu
diria que mais de 100 jornalistas estavam ao redor do condomínio", disse
ele ao Globe. O repórter irlandês com quem falou foi Conor O'Clery,
correspondente do jornal desde Washington.
Patsy McGarry, em NationalCatholic Reporter

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