Os 10 «não» de Nossa Senhora

NÃO impôs condições. Ao saber que tinha sido eleita para ser a Mãe de Deus, Maria não exigiu nada, não colocou objeções nem pretextos. Só aceitou. Era o seu desejo de cumprir a vontade de Deus.

NÃO se envaideceu. As jovens de seu tempo desejavam ser a Mãe do Messias. Ao ser eleita, não perdeu o chão, não se achou melhor que as outras. Ela se reconheceu – e não era falsa modéstia – como a escrava do Senhor.

NÃO espalhou a notícia. Não contou nada a ninguém, nem a José. Soube calar-se e deixar que todos ficassem a saber somente quando Deus quis.

NÃO se focou em si mesma. Ela não quis descansar nem ganhar mimos. Ao saber que a sua prima Isabel, que era mais velha,  estava grávida, foi apressadamente ajudá-la.

NÃO pediu privilégios. Ao saber que deveria fazer um recenseamento em Belém, poderia der pedido a Deus que enviasse um anjo “gestor” ou para ajudar no processo. Mas foi com José.
Quando tiveram de fugir  para o Egito por culpa de Herodes, Maria não propôs que o matassem. Quando Jesus, aos 12 anos, se perdeu deles, não pediu a Deus "um GPS" para localizar o filho, mas saiu para procurar o menino. Ela nunca pediu um tratamento VIP para evitar alguma dificuldade.

NÃO se prendeu aos “e se”. Quando teve de dar à luz em condições muito diferentes das quais teria imaginado, não se frustrou, pensando «e se a casa tivesse berço, e se minha mãe pudesse ajudar-me». Ela ia aceitando tudo o que Deus queria – e fazia o melhor com o que tinha.

NÃO se isolou. Ela poderia ter-se isolado com José e o Menino Jesus, para aproveitar sozinhos a felicidade de ter o Deus Connosco. Mas, desde o começo, ela entregou Jesus aos demais, aos pastores, aos Magos do Oriente e, mais tarde, a todo o mundo.

NÃO pediu que Deus mudasse os planos. Maria, quando Simeão mencionou a espada, teve a visão da Paixão de Jesus. Viu a cruz que esperava Jesus. A Virgem poderia ter suplicado a Deus que não permitisse aquilo. Mas aceitou.

NÃO rejeitou a ideia de ser nossa Mãe. Na cruz, Jesus, o seu Filho, encomendou-a ao seu discípulo amado e, por meio dele, a todos nós. Que difícil aceitar ser Mãe daqueles por cujos pecados Jesus morreu! Mas, novamente, ela disse “sim”. E não foi de má vontade. Maria, nas suas parições, tem revelado que é uma honra ser nossa Mãe. Que amor grandioso!

NÃO deixa de nos amar e de interceder por nós. Maria não guardou rancor dos discípulos que abandonaram Jesus na cruz. Depois da Ascensão, dedicava-se a rezar com e por eles. E podemos imaginar o quanto ela ficou alegre ao vê-los cheios do Espírito Santo, a sair a anunciar o Evangelho.
E, quando foi elevada ao Céu, poderia ter-se esquecido de nós. Mas não foi isso o que aconteceu. Ela está por dentro de todas as nossas necessidades, angústias e dificuldades. E roga a Deus por nós. Vive na pátria celestial, mas atenta a tudo o que acontece por aqui.

Fonte: Sistema Informativo da arquidiocese de México

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