Ai daqueles que escandalizam! Melhor seria...

O ensinamento e a vida de Jesus Cristo demonstram que é nossa obrigação ser bom exemplo para os outros, que somos responsáveis por inspirar positivamente o nosso próximo. Por outro lado, Ele lembra que com os nossos maus exemplos ou maus ensinamentos levamos os mais fracos a cometer o mal. E que, com esse mau testemunho, afastamos as pessoas de Deus em vez de as aproximar Dele. Certamente já ouviste alguém dizer: «Não vou à igreja porque não me junto com hipócritas.»

Os Evangelhos de S. Mateus, S. Marcos e S. Lucas são unânimes na advertência de Jesus: «É inevitável que haja escândalos; mas ai daquele que os causa! Melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar, do que escandalizar um só destes pequeninos. Tende cuidado convosco!» (Mt 18,6-7; Mc 9,42; Lc 17, 1-3).

A sociedade em geral, e a Igreja Católica em particular, vive escandalizada com os crimes contra as crianças que são praticados pelos seus membros adultos, de quem se esperava cuidado, carinho, respeito, um exemplo, que fossem pessoas cristãs de verdade, coerentes com a fé. Motivo ainda maior de escândalo é que se tenha optado por proteger o agressor, em vez de defender as vítimas e trabalhar para lhes curar as diversas feridas. 

A gravidade destas más atitudes é descrita por S. Paulo: «Pecando contra os próprios irmãos e ferindo a consciência deles, que é débil, é contra Cristo que pecais» (1 Cor 8, 12).

E, acerca deste tema, eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica: «O escândalo é a atitude ou comportamento que leva outra pessoa a fazer o mal. O escandaloso transforma-se em tentador do seu próximo; atenta contra a virtude e a retidão» (CaIC 2284).

Fernando Félix, em revista AUDÁCIA

Comentários