No capítulo 11 do Evangelho segundo São Mateus, João Batista, que está preso, encarrega dois discípulos de perguntarem a Jesus sobre a sua verdadeira identidade: “És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?”
A resposta de Jesus não é teórica, mas muito concreta e precisa:
«Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres.»
Os discípulos perguntam-lhe pela sua identidade, e Jesus responde-lhes com a sua ação curativa ao serviço dos doentes, dos pobres e dos infelizes que encontra, sem recursos nem esperança para uma vida melhor.
Resposta de Jesus às nossas perguntas
Para conhecermos Jesus, é melhor ver de quem Ele se aproxima e a que obras se dedica.
Para captar bem a sua identidade, não é suficiente confessar teoricamente que é Ele o Messias, Filho de Deus. É necessário sintonizar com o seu modo de ser Messias, que não é outro senão o de aliviar o sofrimento, curar a vida e abrir um horizonte de esperança para os pobres.
Jesus sabe que a sua resposta pode decepcionar aqueles que sonham com um Messias poderoso. Por isso acrescenta:
«Bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo.»
Ou seja:
que ninguém espere outro Messias que realize outro tipo de “obras”;
que ninguém invente outro Cristo mais ao seu gosto, pois o Filho de Deus foi enviado para tornar a vida mais digna e bem-aventurada para todos, até atingir a sua plenitude na festa final do Pai.
Para refletir
Que Messias seguimos hoje?
Dedicamo-nos a fazer “as obras” que fazia Jesus?
E se não as fazemos, o que estamos a fazer no meio do mundo?
O que “veem” e “ouvem” as pessoas na Igreja de Jesus?
O que veem nas nossas vidas e o que escutam nas nossas palavras os que não vão à igreja?
José António Pagola

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