Peregrinação de Advento – segunda semana, quarta-feira: Subir montanhas


Um presente para pedir a Deus
Agradeço a Deus pelos cumes que atingi nas minhas experiências de fé, e peço para que nunca me esqueça do seu significado na minha vida rotineira de todos os dias.
  
Uma reflexão para o caminho
O que prefiro? Cumes ou terreno plano? Muito poderia dizer da experiência emocional que me dispõe para a espiritualidade quando admiro os céus azuis ou estrelados e estradas retas de uma paisagem plana, pintada com as cores da Natureza.
Todavia, não seria feliz se desistisse de tentar terrenos mais desafiadores, com subir a alturas onde a vista se espraia e a paisagem se desdobra diante de nós. Mesmo que não seja um trepador de montanha, os montes mais suaves podem oferecer-me uma experiência semelhante.
Na viagem para Deus, há dias e períodos em que O vislumbro na sua infinitude e beleza indiscritível – e dou graças, encantada e humildemente, por ser obra da sua ação criadora. Sim, Ele pensou em mim quando me criava e acompanha-me.
Há dias, também, em que me sinto no topo do mundo. A confusão e os aborrecimentos são deixados para trás, e sinto que posso ver claramente o caminho à frente e a meta que procuro. Santo Inácio de Loyola chama a essa experiência «consolação».
Muita da minha vida é passada com um olhar mais limitado. Mas estar com Deus é ser chamado a viver nos cumes das montanhas.
 
Uma passagem bíblica para o caminho
Um dia Jesus conduziu três dos seus amigos mais próximos até ao cimo de uma montanha. Tinham uma vista límpida, não apenas da Palestina, mas também de quem era Jesus, e da missão que Deus tinha para Ele. Compreensivelmente ficaram confundidos, e demorou muito tempo até que compreendessem totalmente o que tinham visto e ouvido.
«Uma nuvem luminosa cobriu-os com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: "Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o."» (Mateus 17, 5).
Provavelmente nunca tive uma experiência tão poderosa como a da Transfiguração de Jesus. Mas conseguirei lembrar-se de uma ou duas experiências que me levaram ao cume da fé, algo que pudesse partilhar se alguém me perguntasse os motivos pelos quais escolhi ser cristão?
 
Palavras para a viagem
Jesus, Filho amado do Pai,
ajuda-me a guardar como um tesouro os meus momentos de límpida visão.
Que eu lhes permita conduzirem-me e modelarem a minha viagem,
mesmo quando desço do cume das montanhas.
 
Fonte: P.e Paul Nicholson, SJ, An Advent pilgrimage, KM Publishing

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