A mensagem da parábola é clara: diante de Deus, o importante não é «falar», mas «fazer». Para cumprir a vontade do Pai Celestial, o decisivo não são as palavras, promessas e orações, mas as ações e a vida quotidiana.
O surpreendente é a aplicação de Jesus: as Suas palavras não podem ser mais duras. Apenas o evangelista Mateus as recolhe, mas não há dúvida que vêm de Jesus. Só ele tinha essa liberdade frente dos líderes religiosos: «Garanto-vos que os publicanos e as prostitutas vos precederão no caminho do reino de Deus.»
Jesus fala desde a sua própria experiência. Os líderes religiosos disseram «sim» a Deus. Eles são os primeiros a falar Dele, de sua lei e de seu templo. Mas, quando Jesus os chama a «procurar o reino de Deus e a sua justiça», fecham-se à sua mensagem e não entram por esse caminho. Dizem «não» a Deus com sua resistência a Jesus.
Os cobradores de impostos e as prostitutas disseram «não» a Deus. Vivem fora da lei, estão excluídos do templo. No entanto, quando Jesus lhes oferece a amizade de Deus, escutam o seu chamamento e dão passos para a conversão.
Para Jesus não há dúvida: o publicano Zaqueu, a prostituta que regou os pés com lágrimas e tantos outros… vão em frente «pelo caminho do reino de Deus».
Neste caminho, não avança quem faz solenes profissões de fé, mas os que se abrem a Jesus dando passos concretos de conversão ao projeto do Pai.
José Antonio Pagola, Grupos de Jesus

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