Entre os primeiros cristãos havia, sem dúvida, discípulos «bons» e discípulos «maus». No entanto, ao escrever seu Evangelho, Mateus preocupa-se sobretudo de recordar que, dentro da comunidade cristã, existem discípulos «sensatos» que estão a agir com responsabilidade e discípulos «néscios»» que estão a agir de forma frívola e descuidada. O que significa isto? Para falar deste tema, Mateus recorda duas parábolas de Jesus.
Os sensatos e os néscios
A primeira, narrada no capítulo 7 (Mt 7, 24-27), é muito clara. Há alguns que «ouvem as palavras de Jesus» e as «põem em prática». Levam a sério o Evangelho e o traduzem para a vida. São como o «homem sensato» que constrói sua casa na rocha. É o setor mais responsável: os que vão construindo a sua vida e a da Igreja sobre a verdade de Jesus.
Mas há também há os que escutam as palavras de Jesus e «não as põem em prática». São tão «néscios» como o homem que «edifica a sua casa sobre a areia». A sua vida é um absurdo. Se fosse só por eles, o cristianismo seria pura fachada, sem nenhum fundamento real em Jesus.
As sensatas e as néscias
A outra parábola está no capítulo 25 de São Mateus. Neste relato, um grupo de jovens sai, cheias de alegria, a esperar o esposo para o acompanharem à festa de casamento. Desde o início somos advertidos de que algumas são «sensatas» e outras «néscias».
As «sensatas» levam consigo óleo para manter acesas as suas lâmpadas; as «néscias» não pensam em nada disso. O esposo está atrasado, mas chega à meia-noite. As «sensatas» saem com as suas lanternas para iluminar o caminho, acompanham o esposo e «entram com ele» na festa. As «néscias», por seu lado, não sabem como resolver o seu problema: «as suas lâmpadas apagam-se». Assim, não podem acompanhar o esposo. Quando chegam é tarde. A porta está fechada.
Mensagem para nós, hoje
A mensagem é clara e urgente: é uma tolice continuar a ouvir o Evangelho sem fazer um esforço maior para transformá-lo em vida: é construir um cristianismo sobre a areia. E é tolice confessar Jesus Cristo com a vida apagada, vazia do seu espírito e da sua verdade: é esperar Jesus com as «lâmpadas apagadas». Jesus pode demorar, mas não podemos atrasar mais a nossa conversão.
A mensagem é clara e urgente: é uma tolice continuar a ouvir o Evangelho sem fazer um esforço maior para transformá-lo em vida: é construir um cristianismo sobre a areia. E é tolice confessar Jesus Cristo com a vida apagada, vazia do seu espírito e da sua verdade: é esperar Jesus com as «lâmpadas apagadas». Jesus pode demorar, mas não podemos atrasar mais a nossa conversão.
José Antonio Pagola, em Grupos de Jesus
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