Na missa com os novos cardeais, a 8 de dezembro, o Papa Francisco afirmou: «Deus escolheu Maria, escolheu uma mulher como cooperadora em seu plano de salvação. Não há salvação sem a mulher, porque a Igreja também é mulher.»
A homilia na íntegra merece uma leitura atenta, pois desenvolve «três aspectos da vida de Maria que a tornam tão próxima e familiar a todos nós: Maria filha, Maria esposa e Maria mãe». Pode ser lida nesta hiperligação: Maria salva o mundo; não há salvação sem a mulher
«A mulher não é um ser humano de segunda categoria»
O Papa Francisco recebeu na manhã de 9 de dezembro de 2024, no Vaticano, uma delegação do Comitê Católico da Campanha contra a Fome Mundial de "Manos Unidas", uma Organização Não Governamental da Espanha que há 65 anos contribui para a promoção e o progresso dos países em desenvolvimento.
O Pontífice recordou que a associação nasceu como "resposta das mulheres da Ação Católica da Espanha ao apelo da FAO, que denunciava a 'fome de pão, fome de cultura e fome de Deus que aflige grande parte da humanidade'". Uma pequena rede de mulheres formada em 1959 que hoje cresceu e se converteu em ONG devido à "sensibilidade e força próprias do génio feminino", comentou o papa, fazendo ligação "à figura da Mãe de Deus, que celebramos na sua Imaculada Conceição. Pois a Virgem Maria é a Mulher por excelência".
"Nós estamos acostumados a essa cultura machista, a ver a mulher, não digo como o cachorrinho ou o gato de casa, mas como um ser humano de segunda categoria. E não vamos nos esquecer que são as mulheres a levar o mundo adiante e - como alguns dizem - são elas que comandam. Mas tudo bem. Mas é a mulher que leva adiante a família, que leva adiante os povos, que se aproxima das necessidades, aquela sensibilidade tão rica da mulher."
Maria, continuou Francisco, que é "atenta às necessidades dos seus filhos", serve de "modelo plenamente realizado" para a humanidade. Assim como têm feito as mães, filhas, esposas e sogras da associação pública de fiéis da Igreja Católica "Manos Unidas" que seguem a missão de "combater a fome, o subdesenvolvimento e a falta de instrução". E o Papa contou um facto verídico:
Ursula Von der Layen, a presidente do Conselho da Europa, é médica e mãe de 7 filhos. Um dia eu lhe disse - após ter resolvido um problema muito difícil com a Bélgica, a Holanda e muito dinheiro, e ela o resolveu bem - e eu lhe disse: 'senhora - estávamos sentados ali - como fez para resolvê-lo?' E ela começou a fazer assim com as mãos (no sentido de equilibrar tudo). 'Como fazemos nós, mães'. A mulher tem talento, o génio feminino.
Também no dia 9, o Papa Francisco recebeu os participantes da Conferência Teológica Internacional e díss-lhes: «Uma Teologia apenas de homens é uma Teologia pela metade»
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