O filho/a filha predileto(a)

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era o seu filho preferido, 
aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:

Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo:

O filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma...

É o meu filho doente, até que sare.

O que partiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

O que estuda, até que aprenda.

O que está com frio, até que se agasalhe.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que namora, até que se case.

O que casa, até que conviva.

O que é pai, até que crie o(s) filho(s).

O que prometeu, até que cumpra.

O que deve, até que pague.

O que chora, até que se cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:

O que já me deixou... até que o reencontre...

(Texto atribuído a Erma Bombeck, humorista americana, 1927-1996)

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