«Se a Igreja ainda não acabou com os pecadores, não é a polícia que vai acabar com a criminalidade!»

Em Angola, os bispos questionaram o Presidente da República sobre a insegurança em Luanda: porque não acaba com os criminosos no país?

E a resposta do Ex-Comandante Geral da Polícia, Paulo de Almeida, foi: «Se a Igreja ainda não acabou com o pecado, nem com os pecadores, não é a polícia que vai acabar com a criminalidade!»

Porque não acaba a Igreja com os pecadores?
A Igreja não "acaba com os pecadores" porque a fé cristã entende que todos são pecadores e precisam da graça santificante de Deus, de arrependimento e de propósito de emenda e aperfeiçoamento pessoal.

A razão pela qual a Igreja tem "pecadores" é porque ela é o hospital para os doentes espirituais, e não um clube de sãos, um clube de fixes. O objetivo da Igreja é conduzir as pessoas a Cristo, não é eliminar as que ofendem a Cristo.

A Igreja tem como foco a redenção e transformação, e não a condenação ou erradicação dos pecadores. Pecadores são aqueles que necessitam de Jesus, não são inimigos a serem eliminados.

Portanto, a presença de pecadores no mundo e na Igreja é pontos-chave sobre o papel da Igreja no mundo, não é uma falha. 

Jesus interagiu e comeu com pecadores, não para pecar com eles, mas para mostrar que a Igreja, tal como Deus, deve acolher aqueles que precisam de cura e salvação, e não afastar ou isolar-se daqueles considerados pecadores.

A mensagem central do Evangelho é que Jesus veio para salvar os pecadores - portanto, todas as pessoas -, e a Igreja é o corpo que continua essa missão, oferecendo perdão e um caminho para a santidade. A Igreja não é um clube para os perfeitos.

A Igreja é uma comunidade de "pecadores salvos".  Igreja, como Corpo de Cristo, é santa, mas seus membros são pecadores que precisam ser purificados. A santidade da Igreja é a de sua Cabeça (Jesus), enquanto a santidade dos membros é um processo contínuo.

A vida cristã implica uma luta constante contra o pecado, com o arrependimento e a aproxiação a Deus.

O foco da evangelização e da liturgia na Igreja é a transformação: em vez de erradicar, a Igreja procura transformar os indivíduos através do Espírito Santo, ajudando-os a crescer no amor a Deus e aos irmãos, afastando-se do mal, mesmo que a perfeição não possa ser alcançada nesta vida.

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