Quatro anos após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022, continua a desenrolar-se uma guerra cruel, que tem deixado um rasto profundo de morte, destruição e sofrimento humano. Perante tanta dor, não podemos ficar indiferentes.
No coração de uma Ucrânia marcada pela guerra, há uma esperança que não se apaga
Entre lágrimas, cânticos e oração, 174 jovens seminaristas preparam-se para responder a um chamamento maior: tornar-se padres e servir um povo ferido, mas cheio de fé.
No Seminário Greco-Católico de Ivano-Frankivsk, estes futuros sacerdotes vivem diariamente a realidade do sofrimento, transformando a dor em força e a perda em missão.
Como apoiar os seminaristas da Ucrânia
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Estas palavras ecoam na liturgia oriental, acompanhadas pelo incenso que se eleva como oração. Para muitos destes jovens, não são apenas palavras bíblicas: são a sua própria história.
A guerra roubou-lhes pais, irmãos, amigos e familiares próximos. Ainda assim, escolheram não desistir. Pelo contrário, decidiram preparar-se para ser pastores que conhecem o sofrimento por experiência própria e que sabem que só em Cristo há verdadeira cura e consolação.
Num país devastado pelo conflito, estes futuros padres serão, amanhã, um apoio essencial para milhares de pessoas em luto, um sinal vivo de esperança, fé e reconstrução espiritual.
O elevado número de vocações é um motivo de profunda alegria para a Igreja, mas também um enorme desafio prático e financeiro.
A guerra e a crise económica fizeram disparar o custo de vida, colocando o seminário perante dificuldades cada vez maiores. Garantir o essencial, como a alimentação, a eletricidade, o material de estudo e cuidados básicos, tornou-se um desafio diário. Apesar das privações, estes 174 jovens não desistem do seu chamamento.
O Reitor do seminário, Padre Taras Putko, deixa um apelo claro e sentido: «Só com a vossa ajuda podemos formar os futuros pastores. Contamos convosco!»
Apoiar estes seminaristas é investir no futuro da Ucrânia, não apenas a nível espiritual, mas também humano e social.
A ajuda pode ser feita através da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, clicando nesta hiperligação = Ucrânia: Uma esperança que nasce no meio da dor
Graças à generosidade de inúmeros benfeitores, a Fundação AIS já financiou 1256 projetos no país, num total superior a 30 milhões de euros, permitindo que a Igreja permaneça ao lado dos mais vulneráveis, levando alimentos à população mais carenciada e deslocada, apoio médico e psicológico às vítimas da guerra, geradores para enfrentar os cortes de energia e meios de transporte para que sacerdotes e agentes pastorais cheguem às comunidades mais necessitadas. Acima de tudo, esta ajuda tem levado esperança e a certeza de que ninguém está sozinho.
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