As Sete Dores e as Sete Alegrias de São José

As Sete Dores de São José são momentos de provação e sacrifício vividos pelo santo durante a infância de Jesus e sua vida com Maria, frequentemente meditados com sete alegrias correspondentes. Esta devoção, iniciada no século XVIII, sublinha a sua fé e proteção à Sagrada Família.
 
A devoção é popularmente praticada através da oração de sete Pai Nossos e sete Ave Marias, especialmente nos sete domingos que antecedem a festa de São José (19 de março).
 
Dor e alegria de São José no mistério da Encarnação
Dor
Após Maria conceber do Espírito Santo, São José, que nunca duvidou da pureza da sua esposa, conviveu com a perplexidade de tamanha notícia. Por isso, para que ninguém pudesse difamar a Santíssima Virgem, decidiu deixar a grande revelação em segredo. (Mt 1, 18-25)

Alegria
Depois da indescritível angústia de ter decidido partir em segredo para preservar a reputação da Virgem Maria, São José recebe do Anjo a revelação da boa nova da vinda do Senhor.

Dor e alegria de São José no nascimento de Jesus Cristo
Dor
Na noite fria do Natal, o Cristo vinha ao mundo, mas São José, aflito, não pôde garantir sequer uma estadia digna à sua família, que fora obrigada a pousar em uma estrebaria. (Lc 2, 1-20)

Alegria
Toda a aflição por não ter conseguido pousada para a Sagrada Família se desfez no coração de São José quando viu e adorou o Menino Jesus rodeado por anjos nos braços de Nossa Senhora.

Dor e alegria de São José na circuncisão de Nosso Senhor
Dor
Foi nesta ocasião que São José viu, com dor, as primeiras gotas de sangue derramadas pelo Redentor da Humanidade. (Lc 2, 21).

Alegria
Nesta hora, São José viveu a intensa alegria da honra de poder nomear o Salvador do mundo, chamando-o pelo nome de Jesus.
 
Dor e alegria de São José na apresentação do templo
Dor
Naquela apresentação cerimonial, o profeta Simeão revela o destino daquele Menino. São José, então, compreende a Paixão de Jesus e as amarguras pelas quais passará a sua amada Esposa. (Lc 2, 22-28).

Alegria
Ao perceber pelas palavras proféticas de Simeão o destino do menino Jesus, São José alegra-se porque compreende que, por Ele, muitos serão salvos.
 
Dor e alegria de São José na Fuga e permanência no Egito
Dor
O rei Herodes queria matar Jesus, e São José, avisado pelo Anjo, teve de fugir à pressa, conduzindo a sua preciosa família pela escuridão da noite rumo ao Egito. (Mt 2, 13-18).

Alegria
Mesmo nas agruras do exílio, São José manteve junto de si o mais precioso bem da sua vida: a sua Sagrada Família, a companhia de Jesus e da Santíssima Virgem.

Dor e alegria de São José no retorno do Egito
Dor
Ao voltar com a família do Egito, São José soube que quem governava a Judeia era Arquelau, filho de Herodes. Temendo pela vida de Jesus, teve medo de ir para lá e decidiu ir para Nazaré. (Mt 2, 19-23).

Alegria
São José sentiu a felicidade de voltar à humilde casa de Nazaré, sua terra, onde poderia viver até o fim da vida, na intimidade de Jesus e Maria.

Dor e alegria de São José na perda e reencontro do menino Jesus
Dor
Durante três dias, São José e a Virgem Maria percorreram, aflitos, as ruas de Jerusalém em busca de Jesus, que havia desaparecido. A ausência do divino filho magoou o coração dos pais. (Lc 2, 41-50).

Alegria
Que alegria quando, finalmente, encontrou o menino ensinando entre os doutores do templo! Depois da angústia da perda, viveu a felicidade de testemunhar a sabedoria do menino Jesus ofuscando a sabedoria dos homens.

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