Dizemos isto com um sorriso cúmplice, como quem protege um território fechado. Como quem coloca uma cerca invisível à volta da casa e pendura um aviso: assunto privado. Não mexer.
Mas a verdade é outra.
Entre marido e mulher, hoje, há muitas colheres.
Demasiadas.
Entre marido e mulher, hoje, há muitas colheres.
Demasiadas.
Há a colher do trabalho que chega primeiro e sai por último.
A colher do telemóvel que ocupa o lugar da conversa à mesa.
A colher do cansaço que transforma o quarto num dormitório.
A colher da família de origem que ainda decide silenciosamente.
A colher das expectativas irreais, das comparações, das vidas filtradas nas redes sociais.
A colher do medo de falar… e do orgulho que impede de escutar.
E a mais subtil de todas:
a colher do individualismo vivido a dois.
A colher do telemóvel que ocupa o lugar da conversa à mesa.
A colher do cansaço que transforma o quarto num dormitório.
A colher da família de origem que ainda decide silenciosamente.
A colher das expectativas irreais, das comparações, das vidas filtradas nas redes sociais.
A colher do medo de falar… e do orgulho que impede de escutar.
E a mais subtil de todas:
a colher do individualismo vivido a dois.
Entre marido e mulher… ninguém mete a colher?
Metem o stress.
Metem as rotinas.
Metem as distrações.
Metem os medos nunca resolvidos.
Metem as feridas antigas que nunca foram curadas.
Metem o stress.
Metem as rotinas.
Metem as distrações.
Metem os medos nunca resolvidos.
Metem as feridas antigas que nunca foram curadas.
Só não entra, muitas vezes, o essencial:
o diálogo honesto.
A verdade dita com ternura.
A coragem de recomeçar.
Há casais que não discutem — mas também já não se revelam.
Há casais que organizam a vida — mas deixaram de organizar o coração.
Há casais que continuam juntos — mas já não se habitam.
E ninguém mete a colher…
porque é mais confortável manter a superfície intacta do que mexer no fundo.
Entre marido e mulher… talvez ninguém devesse meter a colher para dividir.
Mas alguém precisa de a meter para curar.
Mas alguém precisa de a meter para curar.
Talvez seja tempo de deixar Deus mexer o que está parado.
Antes que o silêncio endureça.
Antes que o coração se feche.
Antes que o amor sobreviva… mas deixe de viver.
Hoje é dia de mexer o que precisa de ser mexido.
Com verdade.
Com coragem.
Com amor.
Com verdade.
Com coragem.
Com amor.
Presbítero João Torres, pároco de Priscos, Braga, em Facebook
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