Porque dizemos que havia um bom ladrão crucificado com Jesus? As virtudes de São Dimas

No Calvário, havia três cruzes, porque Jesus foi crucificado entre dois ladrões, dizem os quatro Evangelhos. A intenção dos algozes era sublinhar a humilhação. E cumpriam desse modo a profecia de Isaías: «Foi contado entre os malfeitores» (cf. Is 53, 12; Lc 22, 37).

Jesus, na sua cruz, «Ele próprio entregou a sua vida à morte, tomando sobre si os pecados de muitos, e sofreu pelos culpados», como foi anunciado por Deus pela boca do profeta Isaías. Quem o testemunhou pôde comprová-lo, como o Apóstolo Pedro: «Cristo padeceu pelos pecados, de uma vez para sempre – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus» (1 Pe 3, 18).

Um dos ladrões blasfemava contra Deus e injuriava a Jesus. Revoltado, não aceitou a sua cruz. Embora o seu nome não seja mencionado nos Evangelhos da Bíblia, ele é mencionado no Evangelho apócrifo de Nicodemos (ou Atos de Pilatos), datado do século IV, e noutras tradições cristãs como sendo Gestas (não confundir com gesta, que significa "façanha").

O outro ladrão – a quem a tradição chamou Dimas e a Igreja celebra como São Dimas – praticou todas as virtudes:

- a Fé, reconhecendo em Jesus o Messias;

- a humildade, confessando os próprios pecados;

- a caridade e o apostolado para com o outro ladrão, dando-lhe bons conselhos;

- a paciência e a oração, pedindo a Jesus que se lembrasse dele.

E Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso» (Lc 23, 40-43).

O nome Dimas tem origem no grego dýsme, e significa "pôr do sol" ou "ocaso".

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