«Eu, Ana Sofia Vaz, filha do padre e professor Albino Marcelino Antunes Vaz, é com profunda tristeza e pesar que comunico o falecimento do meu querido pai.
Partiu no domingo, 15 de março, deixando muitas saudades e um vazio enorme nos nossos corações.
Descansa em paz, pai 🤍 Adoro-te muito meu pai para sempre ⭐️🕊️
Deixas muita saudade em todos os corações daqueles que acompanhaste ao longo destes anos, muitos na tiveram oportunidade de se despedirem de ti. Toda a família, colegas, alunos, todos os grupos musicais, corais, orquestras, escolas, paróquias, grupos.
Eternamente em todos os nossos corações .
Obrigada a todos pelas mensagens.
Comunico a data e hora da cerimónia para todos terem a oportunidade de prestar homenagem ao meu pai que todos o amavam tanto:
Albino Marcelino, mais conhecido como padre e professor Marcelino, nasceu a 4 de março de 1961.
Foi padre em paróquias de São João da Pesqueira e Foz Côa,
mas ao fim de doze anos de ministério, sentiu que tinha vocação, mas não queria
viver sozinho para sempre.
«Senti, em certo momento, que tinha necessidade de ter a
minha família e propus ao bispo, na altura D. Américo, que já faleceu, o bispo
de Lamego, e ele disse que não era possível ficar lá com uma família porque
senão os outros sacerdotes também queriam», disse ele ao canal de televisão SIC Notícias: ler a reportagem aqui: Albino e Serafim: dois padres casados que sonham voltar a exercer
«E pronto, marcaram um relacionamento às escondidas visto
que socialmente o padre não podia ter uma namorada ou uma mulher e teve que a
esconder até ao ponto em que teve-me e assumiu e pronto saiu de padre. Para a
minha mãe foi mais complicado porque ela era de uma aldeia onde o meu pai tinha
sido padre e então as pessoas começaram a vê-la como pecadora», conta Ana Sofia
Vaz, filha de Albino na mesma reportagem.
Servir a Igreja era um sonho de criança e no álbum de
família a bênção do Padre Albino está imortalizada em festas da paróquia,
casamentos e comunhões. O nascimento da filha afastou-o da Igreja e passou a
ser professor de música. À procura da felicidade, tocou a vida para a frente e
para trás ficou a solidão da vida sacerdotal, mas Ana Sofia não escapou ao
julgamento da sociedade.
Casou com Maria Irene Antunes Ferreira Vaz e residia em Massamá.
Com mais de 26 anos de experiência na área da educação, Albino Marcelino era reconhecido pela «proximidade com a comunidade, dedicação e compromisso cívico».
«Estou triste! Faleceu um grande senhor e excelente professor, o enorme Albino Marcelino Vaz. Adorado pelos seus alunos e certamente pelos seus pares. Foi professor de música da minha filha e na opinião dela, um dos melhores! Calmo, altamente vocacionado para o ensino, participativo, estava em todas as iniciativas da escola, nas quais colaborava para que as mesmas pudessem existir e beneficiar os seus alunos. Humilde, simples, empático, boa pessoa! Foi meu adversário nas últimas eleições autárquicas e com a sua humildade e generosidade tão presentes em toda a sua postura na vida, mandou-me mensagem a dizer que não podendo ele prosseguir com o seu programa eleitoral, que gostaria que nós lutássemos por ele pois o que interessava era que alguém fizesse e que Massamá pudesse ter aquilo que precisa. Lutava por um lar e centro de dia e sabia que eu defendo a mesma ideia! Nunca fomos rivais, éramos amigos e grandes defensores da nossa localidade e freguesia!
Não queria acreditar na sua partida… Perdeu a família (a quem desde já dou os meus sinceros pêsames pela enorme perda) e perdeu Massamá. Era um grande homem que ainda ontem partiu e já deixou saudades em todos os que com ele se cruzaram! Como eu lamento o seu falecimento😞É um dia triste, sem dúvida», escreveu Maria de Sousa, de Massamá, numa das homenagens que podem ser lidas no Facebook
Ao longo da sua trajetória, esteve envolvido em projetos de dinamização social e cultural, incluindo a construção de Centros de Dia e Lares de Idosos em diversas localidades, a bênção do Centro de Dia de Santa Comba e a formação de orquestras escolares em Sintra e Monte Abraão.
Salvé para a VIDA ETERNA a Pessoa de Albino M.A. Vaz em 12/03/ 2026.
ResponderEliminarEste nosso irmão
“NÃO MORREU
Levanta o olhar para lá das nuvens
da tristeza e da saudade e solidão…
verás que aquele que amas continua teu,
porque está VIVO! …
Adormeceu….
Rasga o nevoeiro denso da amargura
com os faróis da Fé e da Esperança,
e verás que aquele que amas continua teu
porque está VIVO!...
Adormeceu …
E quando transpuseres a curva da morte
na caminhada veloz para os céus,
reencontrarás aquele que partiu e amas
eternamente VIVO
na VIDA de DEUS…”
Pe. Mário Salgueirinho"
Em comunhão fraterna/…, Urtélia Silva
À sua família, uma mensagem de grande pesar pela partida para o Pai do amigo Albino.
ResponderEliminarPara a família “Fraternitas” mais uma perda do nosso Movimento.
Guardamos com muita amizade a sua mensagem de parabéns no dia 15 de Agosto, nas nossas Bodas de Ouro matrimoniais.
Bráulio e Maria José
É com uma grande surpresa que recebo esta triste notícia, tão inesperada. O testemunho da filha diz muito da estatura deste irmão, que ainda teria muito a dar à Igreja e à sociedade, mas Deus lê por outra cartilha o mistério da vida. Que Ele o acolha no seu regaço.
ResponderEliminarManuel António Ribeiro
Deixo uma palavra de conforto, alicerçada na fé, aos familiares do Dr. Albino Vaz e a todos os membros da Fraternitas. É momento de louvor ao Senhor da Vida por todo o bem que espalhou através da palavra e do testemunho do Dr. Albino e a certeza de que, pela Sua infinita misericórdia, já o envolveu no Amor eterno.
ResponderEliminarEugénio Fonseca
Amigo, surpreendeste até na morte! Deus te tenha em paz na Sua Luz. Grande beijinho de condolências à esposa Irene e família 🙏🙏
ResponderEliminarOlindo Marques
Agradecimentos 🤍🕊️💫
ResponderEliminarVenho por este meio agradecer,
por todo o amor e apoio que têm dado nesta altura tão difícil de perda de uma das minhas inspirações e dos meus grandes pilares.
Apesar de estar triste pela partida repentina de uma das pessoas mais importantes da minha vida, fiquei feliz por ver tanta gente que gostava do meu pai a prestar tão bonitas homenagens.
Ao Padre Avelino que fez tão bonita homenagem ao meu pai, pela sua história reportada desde os tempos de seminário até se tornarem amigos para o resto da vida. Pelas suas palavras de conforto neste momento tão difícil para mim e para todos os que gostavam tanto do meu pai.
Aos coristas, leitores e grupos musicais que tornaram a missa numa celebração tão bonita e íntima para os que estavam presentes. Graças à organização de toda a parte litúrgica, Catarina Soares da comunidade paroquial de Massamá e à Professora Maria João do Externato Nossa Senhora da Apresentação.
À diretora e sub-diretor do Agrupamento Miguel Torga, um obrigado muito especial pela plaqueta identificativa da sala de música com o nome do meu pai, em homenagem à sua história, devoção ao ensino e paixão por música desde sempre.
A todos vós, família, amigos, alunos, colegas, escolas, comunidades, obrigada do fundo do meu coração.
O meu pai certamente ficaria muito feliz em saber que tanta gente que o amava se reuniu e o celebrou pela pessoa incrível que ele era!
A ti pai, tu que estás aí em cima a olhar por mim e por todos aqueles de que tu tanto amavas.
Um entusiasta pela arte, pela música, pela história, pela escrita e pela política, uma inspiração de outro mundo.
Prometo continuar o teu legado artístico e comunitário.
Afinal, como tu dizias, “filha de peixe sabe nadar”.
Para sempre, da tua tão orgulhosa e amada filha,
Ana Sofia Vaz, em https://www.facebook.com/photo/?fbid=25877400551930867&set=a.394290834001856