Se Deus tivesse uma profissão, qual seria? Para mim, ele era pasteleiro

Dizem que se o Diabo tem uma profissão é a de pasteleiro... pois a comida é uma tentação.

Eu prefiro pensar que é Deus quem é pasteleiro, e que a sua sedução não é de perdição, mas de predileção.
 
Se Deus é um pasteleiro, a sua sedução é um convite irresistível, profundamente pessoal. Baseando-se num amor divino que procura e se revela, a pastelaria de Deus chamar-se-ia Sabor de Predileção.
 
Seria assim com Deus nos seduziria com a sua pastelaria
Pelo bom aroma (graça)
: O aroma dos seus doces seria como um abraço, capaz de atrair desde longe. Não precisaria de publicidade; o cheiro seria o próprio convite, uma atração nostálgica que lembra a casa, a família.
 
A "Massa-Mãe" da Paciência: Deus não faria bolos rápidos. A sua sedução estaria na consistência de caráter, no levedar lento. Ele ensinaria que o verdadeiro sabor exige tempo, transformando a nossa ansiedade numa espera cheia de esperança, tal como o fermento na massa.
 
O Sabor da Singularidade: Cada doce seria único, criado especificamente para quem o vai comer. Deus seduziria ao mostrar que nos conhece individualmente, celebrando a nossa identidade única com um doce personalizado que mais ninguém saberia fazer.
 
A Doçura que Cura: As suas iguarias não serviriam apenas para alimentar, mas para curar o corpo ferido pelas mágoas da vida. A sedução seria terapêutica; um toque de doce que acalma o espírito e cura a amargura.
 
A Festa da Ovelha Perdida: A maior sedução seria a sua alegria contagiante ao encontrar alguém que se sentia perdido. A pastelaria transformar-se-ia num lugar de celebração, provando que há mais alegria por um que volta do que por 99 que nunca saíram.
 
Em resumo, Deus-pasteleiro seduziria pela personalização da receita e da festa, e seria um Chef muito feliz, por nos ver saborear a vida na Sua presença.

Fernando Ferreira

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