Jimmy Carter (39.° presidente dos Estados Unidos) e Rosalynn demonstraram que «a verdadeira grandeza não está no topo… mas na disposição de descer e servir»
Durante quatro anos, foi o homem mais poderoso do mundo.
Decidia guerras, assinava leis, movia nações.
Em 1981, o mandato terminou.
Para muitos, esse é o momento de colher recompensas:
contratos milionários, discursos pagos, uma vida confortável longe das
dificuldades comuns.
Mas Carter fez o oposto.
Voltou para casa.
Para Plains, Georgia — uma pequena cidade, simples, longe
dos holofotes.
E, ali, tomou uma decisão que redefiniria o que significa
liderança.
Pegou num martelo.
Ele e a sua esposa, Rosalynn, foram voluntários emblemáticos
da Habitat for Humanity, dedicando mais de 35 anos à construção, renovação e
reparação de milhares de casas para pessoas que nunca teriam hipótese de ter
uma.
A partir de 1984, lideraram as campanhas anuais de
construção rápida do «Carter Work Project» em 14 países, ajudando a construir
mais de 4 400 casas.
Não para fotografias.
Não para reconhecimento.
Mas para servir.
Ele não ficava à distância. Não supervisionava de longe.
Trabalhava.
Sob o sol.
Carregando madeira.
Martelando pregos.
Lado a lado com voluntários e famílias que, até então, só
conheciam a instabilidade.
E continuou.
Nos seus 70 anos.
Nos seus 80.
Nos seus 90.
Enquanto o mundo o lembrava como presidente, ele escolhia
ser… útil.
O homem que um dia ocupou o cargo mais alto da Terra passou
a subir telhados, consertar paredes, construir abrigo para desconhecidos.
Sem necessidade de aplausos.
Sem necessidade de câmaras.
Porque o valor do que fazia não estava em ser visto — estava
em ser necessário.
Carter descreveu-o como: «uma forma de colocar as minhas
crenças religiosas em prática» e uma forma de proporcionar uma base estável às
famílias.
Jimmy Carter viveu mais do que qualquer outro presidente
americano. Tempo suficiente para provar algo que muitos esquecem:
O poder não define um homem.
O que ele faz depois de perdê-lo… sim.
Num mundo onde muitos usam o poder para acumular, ele usou o
tempo para devolver.
E, no fim, talvez essa tenha sido a sua maior obra:
Mostrar que a verdadeira grandeza não está no topo…
mas na disposição de descer e servir.
Os esforços dos Carter ajudaram significativamente a
Habitat for Humanity a expandir-se de uma pequena instituição de caridade da
Geórgia para uma organização internacional de renome.
Fernando Félix Ferreira e Sobre literatura?
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