«Se queremos estar mais conscientes do Amor de Deus por nós e em nós, só temos de fazer uma coisa: frequentá-lo.»

Disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará. Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa. 
[…] Apresentareis em meu nome os vossos pedidos ao Pai, e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois é o próprio Pai que vos ama, porque vós já me tendes amor e já credes que Eu saí de Deus. Saí do Pai e vim ao mundo; agora deixo o mundo e vou para o Pai.» (João 16, 23-28)

Sendo freira, não é raro ouvir, de vez em quando, algo como: «Reza tu, que estás mais perto de Deus.» E isto é um grande engano. Ninguém está mais perto de Deus do que outra pessoa. Ninguém é mais amada. Deus ama cada pessoa com um amor infinito. Não há categorias.

A diferença é criada por nós, de acordo com o nosso grau de consciência e confiança no Seu amor. Se queremos estar mais conscientes desse amor, só temos de fazer uma coisa: frequentá-lo. Quanto mais tempo lhe dedicamos, melhor o conhecemos, e assim a nossa fé e a nossa confiança crescem.

Para ter a noção exata e ampla do verbo frequentar, clicar em:

Além disso, quando descobrimos por experiência própria o amor que Deus nos tem, abrem-se dois caminhos:
- aquele que nos leva a amar-nos a nós mesmas(os) 
- e aquele que nos leva a amar as outras pessoas como Deus as ama.

Porque a oração autêntica é compromisso. Se a oração não nos impulsiona nestas duas direções, perigo!, algo está a correr mal.

Quando saímos da nossa oração a pensar que somos melhores do que as(os) outras(os), em vez de rezarmos, temos alimentado o nosso ego.

E, se saímos a sentir-nos culpadas pela nossa mediocridade, então alimentámos o juiz que temos dentro de nós.

A oração tem de nos ajudar a ver as irmãs e os irmãos e a ver-nos a nós próprias como filhas e irmãs amadas por Deus.

Comunidade de Monjas Trinitárias, em Eclesalia

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