Jules Rimet nasceu em
Theuley, na França, em 1873. Mudou-se para Paris na adolescência.
Católico, influenciado
pela doutrina social da Igreja Católica – sobretudo pela encíclica Rerum
Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII em 1891, sobre a dignidade dos pobres,
envolveu-se em causas sociais. Foi advogado.
Inspirado pela
encíclica, a 21 de fevereiro de 1897, juntamente com o irmão Modeste e alguns
amigos, fundou o clube de futebol Red Star Football Club, em Paris. Acreditava
que o desporto é um meio de integração social e o clube era aberto a
jogadores de todas as classes sociais.
Participou da
fundação da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em 1904. Em 1921,
tornou-se o terceiro presidente da organização. O seu mandato de 33 anos – até 1954
– é o mais longo da História deste organismo.
Em 1910, fundou a
Liga Francesa. Em 1919, fundou a Federação Francesa de Futebol (FFF), de
que se tornou o primeiro presidente e liderou até 1949.
Veterano condecorado
da Primeira Guerra Mundial – participou como tenente de Infantaria, lutando nas
trincheiras da Frente Ocidental – tendo recebido a medalha Croix de Guerre
(Cruz de Guerra) pelos seus serviços, após testemunhar os horrores das
trincheiras, sonhou com nações a competir nos campos de futebol em vez de lutar
nos campos de batalha.
Sob a sua iniciativa,
foi realizado o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol em 1930, no Uruguai.
Como forma de
homenagem a Jules Rimet pelo seu papel na promoção do desporto como espaço de paz
e concórdia, o troféu do Mundial de Futebol recebeu o seu nome a partir de
1946: é a Taça Jules Rimet.
O seu sonho de unir
as nações através do desporto rendeu-lhe uma indicação ao Prémio Nobel da Paz
em 1956. Faleceu nesse mesmo ano aos 83 anos.
Em 2004, ele foi
postumamente condecorado com a Ordem de Mérito da FIFA.
A memória de Jules
Rimet continua viva em diversas homenagens pelo mundo. Na França, o Stade de
France é contornado pela Avenue Jules Rimet, em Saint-Denis. Em 2012, foi
criado o Prémio Jules Rimet (Prix Jules Rimet), que celebra a literatura desportiva
e promove oficinas de escrita e cultura para jovens, unindo o desporto à
educação, exatamente como Rimet sempre defendeu.
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