Ajudar casais em crise é obra de misericórdia



Os cristãos não podem permanecer indiferentes diante das rupturas matrimoniais e ajudar na reconciliação é uma das maiores “obras de misericórdia” necessárias na atualidade.

Os números do divórcio não são meras estatísticas, já que, por trás destes dados frios, há dramas pessoais, vidas repletas de dor e também fracassadas, crianças desconcertadas, futuros incertos.

«Vivemos numa geração que conquistou grandes quotas de progresso; e não me refiro somente ao progresso tecnológico, mas também a muitas conquistas sociais. Mas, ao mesmo tempo, há um grande salto entre esse progresso técnico-social e a crise espiritual de que boa parte da população padece», são palavras de D. Munilla, bispo da diocese espanhola de San Sebastián, que acrescentou: «A sociedade atual sofre de “uma orfandade moral e espiritual notórias... O materialismo sufocante e a frivolidade generalizada fazem que estejamos mais necessitados de 'mãe' e de 'pai' que nunca.» E sublinhou: «De facto, as feridas afetivas são mais frequentes entre nós do que à primeira vista possam parecer» – sublinhou. «Caberia afirmar que, nos nossos dias, esse ser humano, que presume falsamente autosuficiencia, está mais necessitado que nunca de ser acolhido com entranhas de misericórdia.»

«A saúde do casal e a saúde da família estão especialmente necessitadas de 'misericórdia', isto é, da cura das feridas originadas por tantas rupturas»,  afirmou. «Não existe maior ato de misericórdia que lutar pela unidade da família e ajudar o reencontro dos casais separados!»


«Não podemos permanecer com os braços cruzados enquanto os nossos familiares, conhecidos e vizinhos fracassam nos seus projetos matrimoniais. É importante que, na medida em que consideremos oportuno, nós nos ofereçamos como canais de comunicação.»

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