A paz começa nas primeiras coisas. Na família, escola e localidade é possível encontrar modelos ou lições para viver em paz

«Para realizar projetos de paz universal devemos começar com projetos de paz locais», opina o bispo Francesco Follo, que é Observador Permanente da Santa Sé na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Há três "pequenas sociedades", onde são possíveis "encontrar modelos ou lições para viver em paz", diz ele:

- a primeira é a família: «"Se queremos aprender a ser humanos, é na família e em nenhum outro lugar que começaremos a fazê-lo». E família é aquela "célula social originária”, constituída pelos pais e os filhos.

- a segunda "pequena sociedade" é a escola: «Ela não é só um lugar de formação académica, mas também o lugar onde as crianças "aprendem a comportar-se como "seres sociais". Na verdade, ela "seria um fracasso na sua missão se apenas propusesse um ensino teórico, esquecendo de favorecer a introdução à uma vida comum serena, que é necessária no desabrochar de cada homem.» Em síntese, «a tarefa do professor não é simplesmente transmitir informações ou fornecer formação técnica para trazer benefícios económicos para a sociedade. Trata-se principalmente de formar a pessoa humana, preparar ele ou ela a viverem a vida em plenitude – em suma trata-se de educar na sabedoria» (Papa Bento XVI). Realizando isso - diz o bispo Follo -, «a escola não só pode “formar operadores de paz” mas também “educar para entender o que somos: uma só família humana".»

- A "pequena sociedade" número três é a localidade: «O nosso mundo está cada vez mais urbanizado, e a cidade tornou-se o local de vida da maioria dos nossos contemporâneos. Tornou-se de forma contraditória o lugar no qual se expressam e vivem a cultura mais refinada e a maior violência, o lugar da riqueza e da pobreza mais esmagadora. (...) Por isso, «é necessário trabalhar para  que a cidade, a vila ou aldeia sejam verdadeiramente humanas.» 

"A edificação e a construção da paz usando as três camadas, família-escola-localidade, pode conduzir a uma cultura de paz que pode influenciar, de modo mais amplo, a convivência harmoniosa das nações", reiterou o Observador permanente da Santa Sé na UNESCO 

Observador Permanente da Santa Sé na UNESCO

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