Ano Europeu quer reforçar que os idosos são úteis

Os idosos continuam a ser relegados para segundo plano, que é culpa do «modelo de sociedade consumista».



São muitos, ou não fosse a nossa uma sociedade cada vez mais envelhecida. Mas ainda assim, os idosos – ou os «mais frágeis», como lhes chama Joaquina Madeira, coordenadora nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo – continuam a ser relegados para segundo plano, o que motiva situações de abandono «intoleráveis ».
A culpa é, defende à agência Lusa Joaquina Madeira, em véspera do arranque do Ano Europeu do Envelhecimento Activo, do «modelo de sociedade consumista, pós-industrial, materialista, que relegou os mais frágeis para uma posição em que são pouco alvo da atenção e da solidariedade das comunidades». Mas morrer sozinho é, admite ainda, «um fenómeno que dificilmente se combate porque cada vez há mais idosos a viver sozinhos, o que não acontecia no passado e as pessoas também morriam mais cedo».
E os números dão conta disso: segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, mais de 1,2 milhões de idosos viviam sozinhos ou com maiores de 65 anos em 2011, ou seja, 60% da população idosa a viver nestas condições.

Velhos são os trapos
Este é o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, uma iniciativa que serve sobretudo para reforçar que os mais velhos «são úteis, capazes e fazem falta à sociedade».

1,2 milhões de idosos viviam, em 2011, sozinhos ou com maiores de 65 anos

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