Ouvi com muita atenção a denúncia profética do senhor D. Januário no famigerado programa da TVI.
Estou com ele, porque ele foi a voz do Espírito, a voz de alguém que profeticamente exerce a sua missão de homem da Igreja que vive os problemas e as angústias de tantos irmãos pobres, desprezados e humilhados por uma desgovernação vergonhosa, marcada pela insensibilidade e pela astúcia de alguns políticos que se "governam", mas não governam. 
O aparecimento do senhor Ministro da Defesa a meter-se no assunto e a tentar virar a opinião pública contra o Bispo Profeta que, à semelhança de Amós, denuncia os erros dos governantes, fez-me recuar a meados do século passado e reviver o que, então, foi feito ao saudoso Bispo do Porto senhor D. António Ferreira Gomes a quem o poder poíitico, então vigente em Portugal, desterrou para Roma por ter tido a coragem de dizer ao governante Salazar que era preciso mudar de políticas. 
E, então como hoje, a Conferência Episcopal reverentemente calou, consentiu, não levantou a voz e os senhores Bispos continuaram a ter mordomias e honrarias. Será que agora se está a preparar algo de semelhante? O senhor D. Januário tem razão nas denúncias que faz. Não ofendeu ninguém, a não ser aqueles a quem a consciência acusa de maldade, porque a verdade incomoda. 

Ao senhor D. Januário é devido todo o apoio nesta sua missão de denúncia das injustiças, venham elas de onde vierem.
(...). Ramos Mendes .

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