«A verdade enche-nos a alma!»


Publicámos no boletim Espiral n.º 48 cinco mensagens de solidariedade com D. Januário Torgal Ferreira. Após a entrevista à TSF, D. Januário foi muito criticado. Mas a Fraternitas solidarizou-se com ele.

Publicam-se aqui as mensagens logo a seguir à resposta de D. Januário.




Li, sensibilizado, a última página do boletim Espiral, no seu último número… A solidariedade expressa, contrariando a nobreza da vossa intenção, volve-se em direcção à fonte, donde brotou! Só manifesta o espírito de fraternidade, a sensibilidade aos outros, a concepção, até secular, do empenhamento pela construção do mundo, a atitude de cidadania diante dum país perfeitamente devastado!
É inegável que quem assume posições tem de coerentemente aceitar as sequelas, próximas ou distantes, do que testemunhou… Nunca se pode esperar nada. A solidão habitual dessas instâncias é a paga e o bom salário. Os vossos associados bem conhecem a amargura de alguns desses momentos!
Bem-hajam, irmãos e amigos. Prosseguirei muito alumiado pelo vosso exemplo! A verdade enche-nos a alma!

D. Januário Torgal Ferreira



SOLIDARIEDADE
COM D. JANUÁRIO TORGAL FERREIRA


«Amigos, só vi a notícia na TVI.
Conheço o Sr. D. Januário e sei que não é homem com interesses políticos. É um homem da Igreja, um homem bom, honesto, com sensibilidade humana aos problemas dos homens.
Vive com preocupações com este estado de coisas. Vê mais do que eu. E sente-se angustiado com o rumo que as coisas tomam. E os responsáveis calam-se, fecham os olhos, não tem respostas... Mas nem ao menos se inquietam e não inquietam as consciências deste país, se é que os políticos a têm.
Vós estais muito mais dentro destes problemas que eu. Não se calem, não calem o movimento. Deixem que o Espírito fale, apoiem o Espírito que fala através dos profetas, que são incómodos...E é de lamentar se os bispos já se vieram demarcar de D. Januário. Lamento. Os bispos usam o solidéu, mas aquilo é só ornamento, adereço, de resto vivem amedrontados(…).
Por favor, ponham o movimento a andar, esclareçam os sócios, animem-nos, estimulem-nos. Eu apoio-vos se é para animar o Sr. D. Januário.»
Um abraço.,
J.S.

«Estou com a proposta do Joaquim Soares e dou a minha adesão ao D. Januário Torgal, congratulando-me por ter levantado a sua voz exprimindo a angústia que sofre o nosso Povo com as políticas que estão a ser implementadas e denunciar os aproveitamentos pessoais que ocorrem neste "pântano" de desolação, penúria e miséria.»
Parabéns D. Januário, estamos consigo»
E.J.

«Estou inteiramente de acordo com as palavras do nosso irmão J. S. sobre o significado da incómoda intervenção do Sr. D. Januário. A este eu desejo manifestar a minha solidariedade pela coragem, oportunidade e simplicidade com que nos faz chegar a linguagem de Jesus de Nazaré.
Esquecemos facilmente (bispos incluídos) que Jesus não hesitou chamar "sepulcros caiados de branco" aos hipócritas e poderosos do seu tempo.
Nunca os verdadeiros profetas foram peritos em medir palavras»
A.C.

«Estou plenamente de acordo com o A.C.. Só se amedrontam aqueles que não têm consciência das preocupações da Igreja pelos mais castigados da sociedade. E talvez também aqueles a quem não falta o pão, mesmo arrancado das mãos de quem o fabricou com muito suor e amor.»
M. P.

«Respondo a esta missiva. Ouvi com muita atenção a denúncia profética do senhor D. Januário no famigerado programa da TVI. Estou com ele, porque ele foi a voz do Espírito, a voz de alguém que profeticamente exerce a sua missão de homem da Igreja que vive os problemas e as angústias de tantos irmãos pobres, desprezados e humilhados por uma desgovernação vergonhosa, marcada pela insensibilidade e pela astúcia de alguns políticos que se "governam", mas não governam. O aparecimento do senhor Ministro da Defesa a meter-se no assunto e a tentar virar a opinião pública contra o Bispo Profeta que, à semelhança de Amós, denuncia os erros dos governantes, fez-me recuar a meados do século passado e reviver o que, então, foi feito ao saudoso Bispo do Porto senhor D. António Ferreira Gomes a quem o poder político, então vigente em Portugal, desterrou para Roma por ter tido a coragem de dizer ao governante Salazar que era preciso mudar de políticas. E, então como hoje, a Conferência Episcopal reverentemente calou, consentiu, não levantou a voz e os senhores Bispos continuaram a ter mordomias e honrarias. Será que agora se está a preparar algo de semelhante? O senhor D. Januário tem razão nas denúncias que faz. Não ofendeu ninguém, a não ser aqueles a quem a consciência acusa de maldade, porque a verdade incomoda. Ao senhor D. Januário é devido todo o apoio nesta sua missão de denúncia das injustiças, venham elas de onde vierem.»
J.M.

Comentários