22.° Dia – 23 de dezembro de 2012
O Amor é fiel
‘E desposar-te-ei comigo em
fidelidade, e conhecerás ao Senhor’ (Oseias 2, 20).
Como cristãos, o amor é a base da
nossa identidade. O nosso novo nascimento acontece continuamente porque “Deus
amou o mundo de tal maneira que lhe deu o Seu filho unigénito para que todo
aquele que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (João 3, 16).
Quando pediram a Jesus para esclarecer
qual era o maior de todos os mandamentos, Ele respondeu, "Ama o Senhor, o teu
Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com
todo o teu entendimento, e ama o seu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10, 27).
O amor que temos pelo próximo é o
que nos identifica como discípulos de Cristo e filhos de Deus (João 13, 35).
Essa é a base e o fundamento da nossa existência (Efésios 3, 17), cujo
propósito é expressado com paixão e fervor (I Pedro 4, 8). É uma qualidade que
precisa de crescer e de transbordar mais e mais (1 Tessalonicenses 3, 12), para
nos aperfeiçoar continuamente.
Se fomos criados para
compartilhar o amor, o que fazemos quando rejeitamos o amor ou o nosso amor é
rejeitado? Como reagimos quando a pessoa a quem dedicamos a vida não aceita o
amor que queremos demonstrar-lhe?
A vocação do profeta Oseias é uma
das mais extraordinárias da Bíblia. Vai contra toda a lógica e conveniência. Deus
instrui-o a casar com uma prostituta. Desse modo, Deus quis que o casamento de
Oseias fosse uma imagem do amor incondicional que, dos céus, Ele tem por nós.
A união de Oseias com Gomer gerou
três filhos, mas, como era esperado, essa mulher, que por muito tempo levara uma
vida imoral, não se contentou com permanecer fiel a um único homem. Então Oseias
teve de lidar com um coração ferido e com a vergonha do abandono.
Oseias tinha amado Gomer, mas ela
desprezou o amor dele. Eles cresceram juntos como casal, mas depois ela foi
desleal e adúltera, rejeitando-o e preferindo homens totalmente estranhos.
O tempo passou, e Deus falou
novamente com Oseias. Disse-lhe para ir e reafirmar o seu amor pela mulher que
por várias vezes lhe foi infiel. E, desta vez, Gomer atingiu o nível mais baixo
da postura humana e acaba por ser comprada entre os escravos.
Oseias, que é tão magnânimo
quanto Deus, pagou o preço pela redenção dela e levou-a de volta para casa.
Oseias é, pois, um modelo do amor
incondicional.
“Se amardes aos que vos amam, que
mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes
bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o
mesmo” (Lucas 6, 32-33).
“Amai, porém, os seus inimigos,
façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então a
recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele
é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6, 35).
Desafio para hoje: Vou pedir a
Deus para me encher do amor de que só Ele me pode prover. E decido dá-lo ao meu
cônjuge de tal modo que demonstre a minha gratidão Ele por me ter dado alguém
para amar e por quem ser amado.
Anotar na folha quando o desafio estiver
completo: O que mais me tocou na história de Oseias?
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

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