13.° Dia – 14 de dezembro de 2012
O Amor é justo
«Se uma casa se dividir contra si
mesma, tal casa não poderá subsistir» (Marcos 3, 25).
Querendo ou não, os conflitos no
casamento são simplesmente inevitáveis. É que o casamento é feito de esperanças
e de sonhos, juntamente com temores, imperfeições e carga emocional. Na
descoberta pessoal um do outro, vislumbramos tanto o santo como o pecador que
cada um é ou pode ser.
Ao mesmo tempo, as exigências do
trabalho, os problemas de saúde, as discussões familiares, as necessidades
financeiras… são tempestades da vida que começam a revelar aquilo que somos realmente.
Todos os casais passam por
tempestades. Uns sobrevivem. Outros arriscam perecer. A maior vitória é saírem
os dois saudáveis, juntos, renovados.
O pior que pode acontecer é cada
um querer abrigar-se na sua ilha.
Cristo acalmou a tempestade. O amor
chega à tempestade e modifica tudo. O amor lembra-nos que o casamento é valioso
porque se fundamenta na fé – confiar, dar crédito – e na esperança – já passámos
por isto e vencemos, por isso voltaremos a vencer.
Para Pedro e os outros apóstolos,
parecia que Jesus tinha colocado um caminho de pedras no mar. Para nós, o amor
instala air bags e constrói corrimãos
para nos amparar no nosso relacionamento.
Os casais que dão espaço ao amor,
à fé e à esperança têm consciência de que os conflitos podem, na verdade, transbordar
em algo bom. E, por isso, acabam mais próximos, mais confiantes, mais íntimos,
e a viver, subsequentemente, um relacionamento mais profundo.
Como se chega a isso? A maneira
mais sábia é aprender a discutir com clareza, estabelecendo regras saudáveis
para os conflitos. Sem regras, não haverá limites; quem não aprendeu a gostar,
também não sabe o que é preferir.
Basicamente, existem dois tipos
de limites para lidar com os conflitos: os limites “nós” e os limites “eu”.
Os limites “nós” são regras que
ambos concordam de antemão, regras que se aplicam durante qualquer briga ou
discussão. Cada um de nós tem o direito de gentilmente, mas diretamente,
relembrar esses limites quando forem violados. Eles podem incluir:
1. Nunca mencionaremos divórcio.
2. Não levantaremos casos antigos
e irrelevantes do passado.
3. Nunca iremos brigar em público
ou na frente de nossos filhos.
4. Daremos um tempo se o conflito
chegar a um nível nocivo.
5. Nunca tocaremos um no outro de
modo ofensivo.
6. Nunca dormiremos com raiva um
do outro.
7. O fracasso não é uma opção.
Faremos o que for necessário para sairmos bem dele.
Os limites “eu” são regras que
praticamos pessoalmente, por nossa conta. Aqui estão alguns dos exemplos mais
eficientes:
1. Eu ouço primeiro e falo depois.
“Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para
falar e tardio para irar-se” (Tiago 1: 19).
2. Eu lidarei com meus problemas
honestamente. “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na
trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3)
3. Falarei com gentileza e
manterei o meu tom de voz baixo. “A resposta branda desvia o furor, mas a
palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15: 1).
Amar não é uma batalha, mas é
sempre digno de batalha.
Desafio para hoje: Vou conversar com
o meu cônjuge e estabelecer regras saudáveis de conflito. E vou escrever os meus
limites pessoais para o conflito.
Anotar na folha quando o desafio estiver
completo: Sinto-me melhor preparado para um futuro conflito?
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

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