A convite do padre José Luís Rodrigues, do Funchal, revisitei um texto que escrevi lá por 1993 ou 1994 - em espanhol - e que traduzi para português, par publicar na revista "Stella"
Pode ser lido aqui: http://jlrodrigues.blogspot.pt/2012/12/e-eu-creio-3.html
Mas transcrevo-o:
Foi escrito - agora o reconheço ainda mais - num português quase brasileiro, mas que era fruto de ter estado quatro anos a falar só espanhol, no Peru. E o contexto é ter sido co-cristão com as populações da periferia da capital, Lima...
Pode ser lido aqui: http://jlrodrigues.blogspot.pt/2012/12/e-eu-creio-3.html
Mas transcrevo-o:
Foi escrito - agora o reconheço ainda mais - num português quase brasileiro, mas que era fruto de ter estado quatro anos a falar só espanhol, no Peru. E o contexto é ter sido co-cristão com as populações da periferia da capital, Lima...
Creio em Deus,
Trindade em comunhão,
Criador de todas as coisas e da humanidade inteira;
Que nos gerou e formou à Sua imagem e semelhança,
num acto de amor profundo;
Que nos conhece profundamente
e Se manifesta como inspiração misteriosa, mas operante,
dando sentido e orientando a nossa existência
para a respectiva finalidade.
Creio em Jesus Cristo,
Boa-nova que é Luz para todos os Homens;
Bom Pastor que se aniquilou a Si Próprio,
para elevar a humanidade ao Pai.
Ele é o Santo, o Crente, o Missionário;
Ele é a razão de todas as nossas iniciativas;
Ele é a meta e a glória de todas as nossas obras;
Ele é o único Salvador do mundo;
Ele é a única razão para uma consagração total.
Jesus Cristo, que foi casto, num amor indiviso ao Pai
e oblativo aos pais, familiares, amigos,
conhecidos e aos estrangeiros.
Jesus Cristo que se fez pobre,
para ser companheiro dos pobres e abandonados,
para ser consolo nas afrontas e dores;
e Que foi obediente,
para nos ensinar a rezar
para nos enviar até junto de cada pessoa
e falar-lhe ao mais profundo do seu coração,
mesmo que ela viva nos confins da terra;
Jesus Cristo que não se conformou com as injustiças,
Que não usou dos bens só para seu proveito,
Que foi feliz, fazendo os outros felizes,
e, por isso, o mais feliz dos seus dias
foi a Sexta-Feira Santa, quando deu a vida por nós.
Creio no Espírito Santo,
Que leveda o Reino de Deus como o fermento,
e transforma os ódios em concórdia,
as injustiças em serviço pelo bem pessoal e comum,
a mentira em cultura que forma a personalidade
a descrença em santidade,
o pecado em Graça.
Creio na Igreja,
Mãe e mestra,
Presença de Deus,
Projecto para toda a humanidade;
Aliança entre o Céu e a Terra;
Família de Deus, reunida em festa,
feita de santos e pecadores;
Mesa onde se multiplica o Pão;
Porta aberta para os errantes;
Ombro para os cansados e abatidos;
Bálsamo para os doentes e moribundos.
Creio na Vida Eterna,
Prémio que não se ganha sozinhos,
Morada que se constrói com os bens enviados daqui.

Comentários
Enviar um comentário