4.º Dia – 5 de dezembro de 2012
O Amor é atencioso
‘Como são preciosos para mim os
teus pensamentos… Como é grande a soma deles! Se eu os contasse, seriam mais do
que os grãos de areia’ (Salmo 139, 17-18).
O amor pensa. Ele não é um sentimento
tolo que vagueia pelas ondas da emoção e então cai no sono mental. Ele mantém-se
ocupado em pensamentos, sabendo que os pensamentos amorosos precedem as
atitudes amorosas.
Quando nos apaixonámos, o
pensamento acerca da pessoa amada veio quase que naturalmente. E, depois, sempre
que estávamos juntos, dizíamos com sinceridade: “Eu não consigo parar de pensar
em ti.”
Porém, para a maioria dos casais,
as coisas começam a mudar logo depois do casamento. As fagulhas de romance,
vagarosamente, tornam-se cinzas e a motivação para o pensamento constante no
outro arrefece. Marido ou mulher passam a forçar-se no trabalho, nos amigos, nos
problemas... E, em consequência, muitas vezes começamos a ignorar as
necessidades do cônjuge.
A falta de atenção ao próximo e à
história em comum – que inclui a lembrança e celebração de aniversários, por
exemplo, e os acontecimentos da vida dos membros da família alargada – é um
inimigo silencioso para um relacionamento amoroso.
Atenção é também saber ouvir e
ler o que está implícito no que se diz e nos silêncios
Atenção é declinar a gramática
dos sentimentos: se tu choras, eu choro ou consolo, se tu ris, eu rio...
Sem compreensão mútua, o casal acaba
em desentendimentos sem fim e em frustrações.
Num casal, os dois têm de ser atenciosos
e reflexivos. Essa é uma das chaves que ajuda a sentirem-se amados. Quando um fala,
o outro – como pessoa sábia em termos do amor – ouve como um detetive, para
descobrir as necessidades e desejos implícitos naquelas palavras.
O amor requer atenção – dos dois
lados –, esse tipo de atenção que constrói pontes através da combinação de
paciência, bondade e generosidade. E o mesmo amor ensina a acertar no alvo, a
respeitar e a apreciar a maneira única de pensar do cônjuge.
O amor atencioso pensa antes de
falar. Ele filtra as palavras com as peneira da verdade, da bondade e da
utilidade.
Desafio: Quando foi a última vez
que gastei uns minutos a pensar em como poderia demonstrar amor ao meu cônjuge
e entendê-lo melhor?
Desafio para hoje: Qual é o
próximo evento (aniversário, data comemorativa, feriado) para o qual me posso
desde já preparar para viver intensamente?
Vou anotar numa folha o que aprendi
sobre mim mesmo e sobre o meu cônjuge ao aceitar o desafio de hoje.
‘Agradeço a meu Deus toda vez que
me lembro de vocês’ (Filipenses 1, 3).
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

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