17.° Dia – 18 de dezembro de 2012
O Amor traz intimidade
«Quem busca a amizade encobre as
faltas; quem as conta e repete, afasta os amigos» (Provérbios 17, 9).
Cada um de nós nasce com a
necessidade inata de ser conhecido, amado e aceite. Queremos que as pessoas
saibam o nosso nome, nos reconheçam quando nos encontram e nos valorizem.
Podemos ser próximos de um amigo
que conhecemos desde criança ou desde os dias da faculdade. Podemos ser
próximos a um irmão ou irmã, aos nossos pais, ou a um primo que tem
aproximadamente a mesma idade que nós.
Mas nada se compara a proximidade
existente entre o marido e a mulher. O casamento é o relacionamento mais íntimo
do ser humano. A possibilidade de partilhar a nossa casa com outra pessoa que
nos conhece até nos detalhes mais íntimos é parte do prazer mais profundo do
casamento.
É por esta razão que precisamos
muito da intimidade.
Contudo, essa grande bênção é
também o terreno do maior perigo. Alguém que nos conhece tão intimamente pode
amar-nos como nunca o imaginámos, ou pode ferir-nos de formas, quem sabe,
irrecuperáveis.
Qual destas duas experiências
vivo neste momento?
Mentiras, ocultações, segredos…
armadilham o lar. E, se o lar não é considerado um lugar de segurança, o casal será
tentado a buscá-la em outro lugar: outra pessoa, no trabalho, num local de
diversão, na solidão…
Nem o marido nem a mulher se devem
sentir pressionados para serem perfeitos a fim de receberem a aprovação. Isso
levaria a outra armadilha que mata o amor: o medo.
A Bíblia diz: «No amor não há
medo; antes o perfeito amor lança fora o medo» (1 João 4, 18).
A intimidade de cada um é um território
delicado. Mas o amor é um abraço protetor.
Se há aspetos da intimidade de
algum que precisam de correção, então, o cônjuge pode ser agente de cura e
restauração – evitando a critica negativa, e ouvindo com amor e oferecendo
apoio.
Alguns dos segredos mais íntimos só
precisam de ser aceites. Eles são parte da estrutura e da história da pessoa. Algumas
pessoas tendem a rejeitar outras por causa de factos que ocorreram no passado.
Amar implica acolher toda a pessoa, com toda a sua história.
Desafio para hoje: Ninguém me
conhece tão bem como Deus, Aquele que me formou. E eu vou olhar para a
intimidade do meu cônjuge como Deus olha.
Anotar na folha quando o desafio
estiver completo: Os segredos que o meu cônjuge sabe sobre mim são motivo de
vergonha ou razão para ficarmos mais próximos?
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

Comentários
Enviar um comentário