Viver o Advento e o Natal como desafio de crer, esperar e amar - Dia 20 - Amor versus cobiça


20.° Dia – 21 de dezembro de 2012
Amor versus cobiça



«O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre’ (1 João 2, 17). “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2, 15).

Adão e Eva tinham tudo o que precisavam para viver no Jardim do Éden. Eles relacionavam-se com Deus e tinham intimidade um com o outro. Mas depois desviaram o coração para outro “amor” e desobedeceram a Deus e acusaram o próximo.
Esse é o processo do pecado: dos olhos ao coração. Ver, ser seduzido e trair o amor primeiro.
Mas do coração sai o processo inverso: vergonha e arrependimento.

Nós também recebemos neste mundo tudo o que precisamos para ter uma vida plena, produtiva e enriquecida. De facto, cada um de nós «nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar» (1 Timóteo 6, 7).

A Bíblia insiste em dizer que ter o alimento e a vestuário básico é o suficiente para estarmos satisfeitos. E Jesus prometeu que essas duas coisas seriam sempre providas para os filhos de Deus (Mateus 6, 25-33).

E Deus, pródigo em generosidade, dá-nos bênçãos que vão muito além dessas necessidades fundamentais.

Mesmo assim, como Adão e Eva, nós ainda queremos mais. Colocamos os nossos olhos e o nosso coração à procura dos prazeres deste mundo. E tentamos suprir as necessidades legítimas de maneiras ilegítimas. O nosso coração é enganado pelo olhar que diz: “Eu seria feliz se tivesse isso.” E, então, tomamos a decisão de perseguir o que cobiçamos.

“Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em armadilhas, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição” (1 Timóteo 6, 9).

A cobiça está em oposição ao amor. Significa colocar o próprio coração e as suas paixões em algo proibido. E para um cristão, este é o primeiro passo para se afastar do relacionamento com Deus e com os outros.

A cobiça gera sempre mais cobiça.
Mas a sede de satisfação só pode ser preenchida por Deus. A cobiça só é legítima como a luz de aviso no painel do nosso coração a alertar para o facto de não estarmos a permitir que Deus nos preencha.
Já a alegria duradoura é sinal de que os nossos olhos e o nosso coração estão em Deus.

Desafio para hoje: Vou listar as mentiras e ilusões em que acreditava ter prazer.

Anotar na folha quando o desafio estiver completo: Como é que a cobiça me afastou de quem mais amo?

Inspirado no Livro ‘O Desafio de Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

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