Eu creio, mas preciso acreditar que creio mesmo...
Me busco na crença de que Deus é Amor, mas me perco na mesma
crença quando vejo tanto desamor entre homens e mulheres, tantas traições,
abandonos e maus tratos a crianças e idosos.
Me busco na crença que Deus é Paz, mas me perco nessa mesma
crença, quando vejo jovens serem mortos traiçoeiramente, vítimas dessa
sociedade que não lhes oferece opções de futuro promissoras.
Me busco na crença que Deus é Justiça, mas me perco nessa
mesma crença quando vejo a injustiça na aplicação dos Direitos Humanos,
injustiça na má distribuição de renda e nos julgamentos dos que não tem como se
defenderem.
Me busco na crença que Deus é Perdão, mas me perco nessa
mesma crença quando em meio a comunidade de fé, não visualizo esse ato de
perdoar entre os que se dizem irmãos e continuadores da obra de Deus.
Me busco na crença que Deus é Bondade, mas me perco nessa
mesma crença quando vejo o pedido de ajuda suplicante dos marginalizados e a
negação dos que deveriam ser a mão que acolhe, escuta e reinsere-os na
sociedade.
Me busco na crença que Deus é Aceitação, mas me perco nessa
mesma crença quando vejo enraizado o preconceito existente a respeito das novas
relações familiares, nas opções religiosas e no racismo tão clarividente nesses
pais miscigenado.
Me busco na crença que Deus é Humildade, mas me perco nessa
mesma crença quando vejo o orgulho e a ambição dos que usam o nome de Deus para
buscarem a realização pessoal.
Enfim, eu creio, mas preciso crer mesmo Senhor, e te peço
insistentemente que me ajude a continuar crendo, para que eu não perca a
capacidade de sonhar e de buscar no exemplo do Homem de Nazaré a coragem de
lutar por uma sociedade justa, humana e fraterna!
Por Lúcia Andrade Souza Campos, http://jlrodrigues.blogspot.pt

Comentários
Enviar um comentário