Livro de Artur Oliveira - Natal. Verdade. Lenda. Mito




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O autor aborda nesta obra: «o que humanamente caracteriza o Natal – esta inefável aspiração ao renascimento – é anterior e independente do nascimento do Senhor Jesus de Nazaré. Não foi, pois, o Cristianismo que criou a Festa do Natal, mas ao contrário: em Roma, a celebração pagã do Natalis Solis Invicti a 25 de Dezembro de cada ano (quando o Sol principiava de novo a estar mais tempo acima do horizonte) é que deu origem ao ciclo festivo do Natal cristão. Tanto assim que, só à volta do ano 330 da nossa Era, e nunca antes, principiou a celebrar-se o nascimento do Senhor Jesus.

A quase interminável quantidade e variedade de controvérsias e opiniões que, nos primeiros séculos do Cristianismo, o atravessaram a respeito das naturezas humana e divina de Jesus de Nazaré e, oficial e magisterialmente, só terminaram com a definição do dogma da divindade de Jesus no Concílio Ecuménico de Niceia, no ano de 325, terão contribuído bastante para a expansão da Festa do Natal – a celebração da humanidade do Senhor Jesus de Nazaré.

Dos quatro Evangelhos canónicos só dois (Mateus 1,18-2,23 e Lucas 1,5-2,52) principiam, à maneira de prólogo, com “Narrativas da Infância”, que não são género literário história, isto é, narrativas históricas em que a expressão literária corresponda ao objecto ou facto descrito, mas midrash – género literário judaico com que se procura o sentido de textos bíblicos seja na ordem jurídica (halaká), seja na ordem ético/moral (hagadá). Assim, as “Narrativas da Infância” dos evangelistas Mateus e Lucas não são história, no verdadeiro sentido da palavra, nem podem tomar-se ao pé da letra os acontecimentos que delas constam. Aliás, as divergências entre os dois evangelistas são mais que muitas a respeito do mesmo, convergindo em muito pouco».

Artur da Cunha Oliveira, Sacerdote católico dispensado do ministério e casado, licenciado em Teologia Dogmática e em Ciências Bíblicas.
Foi professor no Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo, Cónego da Sé de Angra, assistente diocesano de vários movimentos, organismos e associações de apostolado e, na sociedade civil, director do diário A União, co-fundador do Instituto Açoriano de Cultura, de cujas Semanas de Estudo dos Açores foi secretário permanente, e da Revista “Atlântida”; conselheiro de orientação profissional e director de Centro de Emprego de Angra do Heroísmo; vogal da Comissão Regional de Planeamento;
depois do “25 de Abril”, presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo; director do Departamento Regional de Estudos e Planeamento dos Açores (DREPA), que fundou; membro da Comissão Instaladora do Instituto Universitário dos Açores, hoje Universidade dos Açores; deputado do Parlamento Europeu; presidente da direcção do Rádio Clube de Angra; presidente da Comissão Diocesana “Justiça e Paz”; membro e presidente da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo.
Actualmente, aposentado.
Autor das seguintes publicações:
a Cidade e a Sombra (poesia, com o pseudónimo de Silva Grelo), em “Cadernos do Pensamento”, 1954;
A Intervenção de Deus na História, no Livro da I Semana de Estudo dos Açores, 1964;
As Dominantes Actuais do Meio Açoriano, no Livro da II Semana de Estudo dos Açores, 1963;
A Questão da Gruta (de Belém) – um ensaio e uma resposta, na “Atlântida”, 1969;
Aspectos Demográficos AÇORES-78, 1981;
Análise Demográfico da Região, na "Atlântida", 1982;
Instrução. Ontem, Hoje e Amanhã, na “Atlântida”, 1983;
Marcos – o Evangelista do Ano B – algumas notas de introdução, 2002;
Lucas – O Evangelista do Ano C – algumas notas de introdução, 2003;
São Mateus e a Política, 2003;
Mateus – O Evangelista do Ano A – algumas notas de introdução, 2005;
Algumas Reflexões a propósito das “Aparições” de Lourdes, 2008;
Um Novo Conceito de Europa e Outros Ensaios, 2009;
Jesus Profeta do Islão, e Outros Ensaios, 2009;
Jesus de Nazaré e as Mulheres. A propósito de Maria Madalena, 2011.

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