Três coisas que se podem/devem pedir a um padre que vai fazer a homilia



O primeiro é que deve estar ciente de que todos os cristãos são ministros da Palavra de Deus (Bíblia) desde o batismo, e essa responsabilidade para o padre aumenta no dia da ordenação sacerdotal.
Por isso, a tarefa de ler e meditar a Palavra de Deus não pode ficar limitada à missa, aos momentos de oração nos grupos, ou a citações no catecismo, mas deve ser feita em casa, em família, e até nos transportes, nas férias, e durante toda a vida.
Cada cristão há de fazer sua a Palavra de Deus, vestir-se dela, encarná-la na sua vida. Somente assim a transmitiremos fielmente.

Em segundo lugar, deve estar ciente que é Deus que converte as pessoas, e não o padre (nem o catequista, a freira, etc.). Todavia, Deus utiliza cada um dos seus discípulos como canais, alto-falantes, plataformas e servidores da sua Palavra para iluminar as mentes, tocar os corações e mover as vontades, para que todos amem O amem e cumpram os seus mandamentos.
Por isso, o padre tem particular responsabilidade de estar bem preparado no campo da pregação da Palavra. Os seus estudos humanísticos, filosóficos, teológicos, pedagógicos... têm como finalidade enriquecer a pregação, seja escrita (livros, artigos...), seja oral (homilias, retiros, congressos, palestras...).
E deve ser preocupação do padre incentivar os leigos a preparar-se bem no estudo da Palavra de Deus e das ciências sociais que ajudem a explicá-la melhor, seja para a catequese, seja para a proclamação das leituras na Eucaristia.
A pregação tem de ser bem preparada, incisiva, respeitosa, profunda, clara, motivadora e bem pronunciada.

Em terceiro lugar, deve estar ciente de que a Palavra de Deus é como uma semente destinada a brotar, a crescer e a dar fruto em cada pessoa.
Se isso não acontece, onde está o erro? Talvez numa desta duas coisas: ou em quem prega, que não sabe fazê-lo, ou no campo – na pessoa – que recebe essa Palavra pregada.
Se o coração das pessoas está fechado, como Cristo nos diz na parábola do semeador por causa das pedras, dos espinhos, da superficialidade (cf. Mateus 13), aí está o desafio de um bom pregador: ajudar essas pessoas a abrirem a sua mente e o seu coração à Palavra.


Redação Fraternitas a partir de P.e Antonio Rivero, em Zenit.org

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