Padre José Luís Rodrigues - Funchal
Na imensidão do Mistério que nos assiste.
E o meu crer radica aí no encanto em silêncio ante esse
Mistério.
Não preciso de mais. Sem normas, sem dogmas, sem qualquer
outra forma de amarra ou de limite que me faça mergulhar no medo. Basta a
contemplação dessa irreal realidade, que nos mergulha no desconhecido e no
incerto nunca dito nem ontem, nem hoje e muito menos amanhã.
O meu crer está nessa fronteira do meu desejo e o que os
outros me desejam. Nesta perplexidade deixo-me guiar até ao dia em que sei
mesmo não abarcando esse saber, que entrarei na densidade do mistério e isso
faz-me sentir seguro. Não estou aqui por acaso e alguma entidade comandou que
eu aparecesse e estivesse aqui para alguma coisa. Por isso, sem medo deixo-me
guiar neste tudo que pode ser o tudo que Deus é, que se revelará um dia quando
da parcela de mistério que eu sou se faça tudo em todos.

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