Deus não se contenta com
o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer
atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer,
como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2,
20).
Quando damos espaço ao
amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria
caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos
leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna
verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós
(cf. 1 Jo 4, 12).
Infundindo em nós a
caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de
Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm
5, 5).
»»» Bento XVI, Mensagem para
a Quaresma de 2013

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