Fraternitas vai escrever ao Papa Francisco




Achegas para a carta da Fraternitas ao Papa Francisco
Por Francisco Monteiro
1. A Fraternitas foi fundada por um Cónego da Diocese de Évora, o Cón. Filipe de Figueiredo, com o sentido de reunir em retiros espirituais os padres que foram dispensados do exercício do sacerdócio e suas mulheres.
2. Eventualmente, a Fraternitas evoluiu para uma Associação de direito eclesiástico, reconhecida pela Conferência Episcopal Portuguesa. O seu jornal Espiral é enviado para todos os Bispos; alguns agradecem o seu envio e comentam o seu conteúdo com simpatia.
3. Vários dos membros da Fraternitas colaboram activamente em obras de apostolado  da Igreja, apoiando os Párocos nas suas actividades, inclusivamente de evangelização. Alguns têm livros publicados inclusivamente sobre teologia e espiritualidade.
4. Alguns membros da Fraternitas desejam ardentemente que a Santa Sé lhes permita voltar ao exercício do ministério sacerdotal, no seu estado actual de casados. Eles consideram que face à falta de padres na Igreja, Deus suscita estes padres que pediram a dispensa, cada um por um motivo próprio, não raro por amor radical à Igreja dos pobres, amor esse que “não coube” na estrutura da Igreja nas circunstâncias concretas da geografia e do tempo da época, e toca-os a viverem centrados na Eucaristia que tanto gostariam de voltar a celebrar em comunhão com todos os sacerdotes baptismais que eles também são.

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Por Serafim Sousa
Agora que vamos ter Assistente Espiritual, será de salientar bem este problema, que se resolveu com a generosidade do D. Jacinto. Eu tenho um documento da Conferência episcopal para ler que vai gerar alguma polémica, mas vamos ser capazes de ultrapassar o problema, embora eu tenha ficado irritado na altura em que o recebi.
O que eu quero acrescentar na petição ao Papa Francisco é que dê oportunidade de fazer apostolado e cristandade em todos os casos e circunstâncias da vida e que não sejamos esquecidos, porque somos todos filhos de Deus e com muitas capacidades que poderiam ter feito muito bem ao povo de Deus. Eu sinto-me um pouco já velho e tenho pena de não ter dado mais `Igreja de Deus, povo de heróis e santos.

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Por Joaquim Soares
Afirmar-lhe a nossa convicção profunda de amor à Igreja, a nossa disponibilidade para o serviço aos mais pobres, a solidariedade com os mais periféricos, aos sem voz, aos marginalizados de todas as vias, aos que não têm assento nesta sociedade e que também não se sentem bem nesta igreja. Precisamos de abrir caminhos de evangelização, sem vedetismos, mas profundamente identificados com todos os que sofrem e buscam insatisfeitos pela luz da verdade.
Afirmamos a nossa solidariedade com a igreja dos pobres e para os pobres, afirmamos a nossa solidariedade com este papa que busca caminhos de mais e melhor identidade com o nosso chefe, que preside num trono que é a Cruz. Apelamos à simplicidade, nas vestes, nos símbolos episcopais e outros que nada dizem ao homem de hoje. Queremos uma igreja aberta, atenta às periferias.


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Por Glória Marques

Não gostaria que lhe pedíssemos, nem só, nem especialmente que olhe para nós, padres casados?  só os mal amados requerem a atenção permanente sobre si mesmos e não me parece que seja esse o nosso caso?
Não queria pedir-lhe que acabe com o fim do Celibato como condição sine qua non? não pertence a nenhuma instituição determinar os caminhos do coração? esses são ditados SEMPRE pelo Amor e pela doação? o resto é secundário? Deus é Amor, não é Lei?
Gostaria mesmo de lhe pedir que se deixe levar pelo Espírito Santo de Deus? porque NINGUÉM (nem o papa Francisco nem nós) sabe de onde vem nem para onde vai e por isso as Suas surpresas são as que já se realizaram e a História já nos mostrou e as surpresas que a Esperança e a Fé nos fazem esperar e acreditar? sabendo só que são SURPRESAS!

Queria pedir-lhe que leve a sério as ?Alegrias e Esperanças, as dores e as angústias dos homens e das mulheres deste tempo difícil?

Queria lembrar-lhe todos aqueles que a Lei, a Religião e a lei da religião atiraram para ?fora dos muros da Cidade?? Todos aqueles sobre quem pesa um jugode tal modo pesado que nada tem a ver com o Deus Compassivo, Bom e Leal da nossa Fé, revelado em Jesus de Nazaré? uma desHumanidade de tal modo grande que nada tem de divina? Toda a lei que faz desacreditar do Deus de Jesus, revelado nos Evangelhos como BOA NOTÍCIA , aos fracos, aos pobres, aos pecadores não é do gosto do nosso Deus?

E, tão fora dos muros da Cidade estão os padres que, com toda a verdade, pediram ou irão pedir dispensa do voto de celibato e continuam fiéis à sua vocação de Batizados - Cristãos e Missionários, como está fora de muros uma multidão mulheres e homens divorciados e recasados?  como estão fora de muros os filhos de pais separados?

Queria pedir-lhe que olhe com olhos de compaixão para todos os sofridos deste mundo, aqueles a quem a lei faz infelizes e já des-acreditaram da GRAÇA como fonte de Alegria ?
Porque se, por acaso, o nosso Deus fizer acepção de pessoas serão sempre esses os Seus preferidos.

                                                                                                              Glória

PS .Meus irmãos da Fraternitas, este é um olhar. O meu olhar. O meu olhar de mulher. Tenho a certeza de que um olhar feminino sobre as coisas da Fé e da vida nos faz sempre bem? e é capaz de abrir caminhos de paz e de futuro?

Comentários

  1. "Livro exibe posição do Papa sobre temas polêmicos
    Ainda arcebispo de Buenos Aires, Francisco discutiu com rabino assuntos cruciais para a Igreja Católica atualmente
    Publicado:18/03/13 - 7h00
    Atualizado:18/03/13 - 7h00Ideias. E-book já traz foto do Papa Divulgação
    Muitos dos temas recorrentes nos debates sobre as posições da Igreja Católica, como aborto, pedofilia e casamento gay, foram discutidos pelo Papa Francisco no livro “Sobre el cielo y la Tierra” (“Sobre o céu e a Terra”), de 2010. A publicação compila uma série de conversas do Pontífice, então arcebispo de Buenos Aires, com o rabino Abraham Skorka, reitor do Seminário Rabínico Latino-Americano, sediado na capital argentina. Em 29 capítulos, o livro reforça a imagem do Papa como um sacerdote profundamente apegado aos dogmas do catolicismo e voltado para a Igreja como instrumento social e de diálogo. Na maioria dos casos, um homem aparentemente sem medo de expor suas ideias de forma clara. A seguir, opiniões de Francisco sobre alguns dos temas mais caros à Igreja hoje em dia.
    ( ...continua...)
    Política e religião
    “Todos somos animais políticos (...). Todos estamos convocados a uma ação política de construção em nosso povo. A atribuição de valores humanos, religiosos, tem conotação política. (...) Celebrei uma missa pelas vítimas do tráfico de pessoas. Acabou virando um grande protesto, ao qual se juntou gente que não era católica, que não compartilha minha fé, mas compartilha o amor por seus irmãos. Não estou me metendo em política, estou me colocando no lugar de meu irmão.” "
    Fonte:http://oglobo.globo.com/mundo/livro-exibe-posicao-do-papa-sobre-temas-polemicos-7867078#ixzz2RqZal0sK [grifo nosso].
    _____________________________

    Retiramos aqui, este excerto das palavras do ex-Arcebispo de Buenos Aires - Hoje Francisco - bispo de Roma, para responder aos irmãos que nos últimos dias nos perguntaram: O QUE VOCÊ PRETENDE AO APROXIMAR-SE DOS CATÓLICOS E A LUTAR PELO FIM DO CELIBATO OBRIGATÓRIO NA ICAR?

    “…gente que não era católica, que não compartilha minha fé, mas compartilha o amor por seus irmãos. … estou me colocando no lugar de meu irmão.”

    Nossa resposta:
    ESTOU ME COLOCANDO NO LUGAR DOS MEUS IRMÃOS!
    »» Dos padres celibatários que não conseguem cumprir o voto de castidade, e por isso vivem tristes e profundamente angustiados, oprimidos, depressivos, enlouquecidos psicossexualmente.
    »» Dos padres casados que sentem-se injustiçados e com sua vocação (seu chamado de Deus) frustrada. Seriam plenamente felizes se pudessem continuar a celebrar a Eucaristia para o povo de Deus.
    »» De todos os irmãos que, de alguma forma, foram ou são, vítimas desta disciplina insana, ati-bíblica e excludente e não inclusiva.
    »» Do Espírito, que sofre e se entristece devido à morte da santidade na igreja Corpo de Cristo, que se reúne na ICAR.
    Pr. Campos de Sousa
    Fundador do Movimento Deus Diz Basta Fim do Celibato Já.
    http://fimdocelibatoja.blogspot.pt/

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