Onde está?
Quando ouvimos o quão importante
esta doutrina social da Igreja é, naturalmente queremos saber onde podemos
encontrá-la. Eu sugiro quatro lugares, facilmente acessíveis.
O primeiro lugar é óbvio: a Bíblia. As Escrituras, a revelação judaica e a doutrina cristã são as fontes da doutrina social da Igreja. Nós somos uma «Igreja da Bíblia» e o que é essencial para a nossa fé professada e vivida encontra-se em primeiro lugar nas páginas das Escrituras. Claro que precisamos de bons estudos bíblicos. Não de leituras «fundamentalistas» que facilmente conduzem ao engano!
O segundo lugar, a outra fonte importante da doutrina social da Igreja, é a reflexão teológica: ver como os estudiosos exploraram as indicações sociais contidas nas Escrituras e na tradição. Isto envolve homens e mulheres, desde os primeiros doutores da Igreja até aos teólogos contemporâneos, até às teólogas de hoje que analisam as riquezas da doutrina social da Igreja com uma visão feminista. A reflexão teológica desperta o debate e traz vitalidade às discussões sobre a relevância da doutrina social da Igreja para questões contemporâneas.
Em terceiro lugar, os documentos do magistério da Igreja, de papas e bispos, são talvez as mais conhecidas fontes da doutrina social da Igreja. Cartas encíclicas e declarações pastorais muitas vezes dão respostas oportunas às questões relevantes da sociedade, com fundamento teológico sólido e análise social acutilante. Para ser honesto, nem todos são escritos num estilo e linguagem imediatamente acessíveis! Mas a mensagem está lá, uma mensagem de justiça social, de paz e reconciliação.
Por fim, há um lugar onde podemos encontrar muito boa doutrina social da Igreja. É um lugar perto de nós, mas muitas vezes esquecido: o exemplo de pessoas boas à nossa volta. À medida que crescemos, aprendemos muito, tenho a certeza, dos modelos de justiça, caridade e preocupação com os pobres que os nossos pais, amigos da família, professores e talvez até mesmo figuras cívicas preeminentes nos mostram.
O primeiro lugar é óbvio: a Bíblia. As Escrituras, a revelação judaica e a doutrina cristã são as fontes da doutrina social da Igreja. Nós somos uma «Igreja da Bíblia» e o que é essencial para a nossa fé professada e vivida encontra-se em primeiro lugar nas páginas das Escrituras. Claro que precisamos de bons estudos bíblicos. Não de leituras «fundamentalistas» que facilmente conduzem ao engano!
O segundo lugar, a outra fonte importante da doutrina social da Igreja, é a reflexão teológica: ver como os estudiosos exploraram as indicações sociais contidas nas Escrituras e na tradição. Isto envolve homens e mulheres, desde os primeiros doutores da Igreja até aos teólogos contemporâneos, até às teólogas de hoje que analisam as riquezas da doutrina social da Igreja com uma visão feminista. A reflexão teológica desperta o debate e traz vitalidade às discussões sobre a relevância da doutrina social da Igreja para questões contemporâneas.
Em terceiro lugar, os documentos do magistério da Igreja, de papas e bispos, são talvez as mais conhecidas fontes da doutrina social da Igreja. Cartas encíclicas e declarações pastorais muitas vezes dão respostas oportunas às questões relevantes da sociedade, com fundamento teológico sólido e análise social acutilante. Para ser honesto, nem todos são escritos num estilo e linguagem imediatamente acessíveis! Mas a mensagem está lá, uma mensagem de justiça social, de paz e reconciliação.
Por fim, há um lugar onde podemos encontrar muito boa doutrina social da Igreja. É um lugar perto de nós, mas muitas vezes esquecido: o exemplo de pessoas boas à nossa volta. À medida que crescemos, aprendemos muito, tenho a certeza, dos modelos de justiça, caridade e preocupação com os pobres que os nossos pais, amigos da família, professores e talvez até mesmo figuras cívicas preeminentes nos mostram.
O seu papel
Está bem, então nós temos uma coisa chamada doutrina social da Igreja e agora sabemos onde podemos encontrá-la. Mas porque precisamos dela? Para que serve ela, na Igreja e no mundo de hoje?
Da minha própria experiência de muitos anos de trabalho para a paz, justiça e desenvolvimento, pude facilmente identificar o papel muito importante que a doutrina social da Igreja pode desempenhar na promoção da justiça social.
Se somos cristãos comprometidos a agir para promover uma maior justiça social nas nossas situações locais, nacionais, continentais e globais, precisamos de algum fundamento, algumas bases sólidas, para nos guiarmos no nosso trabalho. E precisamos decerto de alguma inspiração para nos entusiasmarmos, para agirmos, mesmo quando as condições são difíceis.
Clareza e orientação são essenciais para aprender as lições do passado e as suas aplicações hoje, em circunstâncias mais recentes. Mas é necessário algo mais do que ajuda intelectual para nos mantermos no caminho; ou seja, precisamos de princípios éticos e morais que sustentam os nossos esforços, porque eles nos mostram que estamos no caminho certo, difícil e desanimador como, às vezes, pode ser continuar o nosso caminho.
Estou a pensar em dois exemplos desta sustentação dos esforços para a acção da justiça social. O primeiro foi a longa luta pela justiça racial como a que conduziu Martin Luther King, Jr., nos Estados do apartheid dos EUA. Luther King foi constantemente alimentado, e alimentou os outros, com um fundamento bíblico para as suas acções, para defender a dignidade de todas as pessoas. E o movimento Jubileu, que trouxe o alívio da dívida aos países africanos, nos primeiros anos de 2000, foi sustentado pela visão bíblica de dar um novo começo às pessoas através do cancelamento da dívida.
Está bem, então nós temos uma coisa chamada doutrina social da Igreja e agora sabemos onde podemos encontrá-la. Mas porque precisamos dela? Para que serve ela, na Igreja e no mundo de hoje?
Da minha própria experiência de muitos anos de trabalho para a paz, justiça e desenvolvimento, pude facilmente identificar o papel muito importante que a doutrina social da Igreja pode desempenhar na promoção da justiça social.
Se somos cristãos comprometidos a agir para promover uma maior justiça social nas nossas situações locais, nacionais, continentais e globais, precisamos de algum fundamento, algumas bases sólidas, para nos guiarmos no nosso trabalho. E precisamos decerto de alguma inspiração para nos entusiasmarmos, para agirmos, mesmo quando as condições são difíceis.
Clareza e orientação são essenciais para aprender as lições do passado e as suas aplicações hoje, em circunstâncias mais recentes. Mas é necessário algo mais do que ajuda intelectual para nos mantermos no caminho; ou seja, precisamos de princípios éticos e morais que sustentam os nossos esforços, porque eles nos mostram que estamos no caminho certo, difícil e desanimador como, às vezes, pode ser continuar o nosso caminho.
Estou a pensar em dois exemplos desta sustentação dos esforços para a acção da justiça social. O primeiro foi a longa luta pela justiça racial como a que conduziu Martin Luther King, Jr., nos Estados do apartheid dos EUA. Luther King foi constantemente alimentado, e alimentou os outros, com um fundamento bíblico para as suas acções, para defender a dignidade de todas as pessoas. E o movimento Jubileu, que trouxe o alívio da dívida aos países africanos, nos primeiros anos de 2000, foi sustentado pela visão bíblica de dar um novo começo às pessoas através do cancelamento da dívida.
P.e PETE HENRIOT, SJ, revista Além-Mar, maio de 2013

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