Liberdade é mais do que uma faculdade do ser humano — a de poder escolher . A liberdade pertence à essência do ser humano.
Mesmo sem poder escolher, o escravo não deixa de ser, na sua essência, um ser livre. Pode resistir, negar e até se rebelar e aceitar ser morto. Essa liberdade ninguém lhe pode tirar.
Entre muitas definições, penso que esta é, para mim, a mais correta: liberdade é capacidade de autodeterminação.
Todos nascemos dentro de um conjunto de determinações: de etnia, de classe social, num mundo já construído e sempre por construir. É a nossa determinação.
Ninguém é livre de alguma dependência. Esta pode ser uma opressão como o trabalho escravo ou o baixo salário.
Ao lutar contra, exerce-se um tipo de liberdade: a luta pela independência e autonomia.
Mas existe outro sentido de liberdade associado à autodeterminação: é aquela força interior e própria (auto) que permite ser livre para construir a própria vida, para ajudar a transformar as condições de trabalho e para criar outro tipo de sociedade onde seja menos difícil ser livre de algo e para alguma coisa.
A liberdade é, então, uma libertação,
uma ação autónoma que cria a liberdade
que estava cativa ou ausente.
A nível pessoal a liberdade é o dom mais precioso que temos depois da vida: poder expressar-se, deslocar-se, construir a própria visão das coisas, organizar a vida, o trabalho e a família, eleger os representantes políticos... E a opressão maior é ser privado desta liberdade.
A nível social, a liberdade tem duas faces: independência e autonomia.
Hoje precisamos de uma libertação da globalização económico-financeira que explora mundialmente os recursos da Natureza e os países periféricos, dominada por um grupo de grandes corporações, mais fortes que a maioria dos Estados.
E, ou haverá uma governação com sentido de Casa Comum, com justiça social, ou haverá uns que podem comer e outros que padecem de grandes necessidades.
Hoje precisamos de uma libertação da mentalidade que só pensa acumular e consumir mais e mais no presente, poluindo e depredando a vida na terra, no mar e no ar, pondo em risco o futuro da humanidade.
Hoje precisamos da liberdade de Jesus Cristo,
para sermos uma Igreja que,
em união com outros caminhos espirituais,
ajude a educar a humanidade para o respeito e a convivência
em concórdia.

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