O Senhor Jesus, na oração que nos ensinou,
deixou muito claro que o nosso interesse maior deve ser o próprio Deus; no
entanto, Ele também nos ensinou a colocarmos as coisas concernentes à nossa
vida terrena diante do Pai celestial.
Jesus, no seu ministério, curou as
doenças do corpo físico; interessou-se pelo sofrimento emocional das pessoas;
multiplicou pães para matar a fome física; providenciou dinheiro para
pagamentos, etc. Ele anunciou o céu, mas não desconsiderou as necessidades dos
homens aqui na terra. Nesta oração, das sete petições nela contidas, quatro
tratam das necessidades do homem.
O pão de cada dia
a) Dá-nos hoje o nosso
pão de cada dia”. (v. 11)
b) O pão de cada dia
refere-se às necessidades diárias e básicas do ser humano. Na sequência do
capítulo 6, que está dentro do Sermão do Monte, Jesus declara que o Pai
celestial sabe que nós precisamos dessas coisas, ou seja, Ele não as ignora. Jesus
nos ensinou a orar a respeito delas; e não vivermos ansiosos por elas. O
apóstolo Paulo nos orientou a não andarmos ansiosos por coisa alguma e a
fazermos as nossas petições conhecidas diante de Deus pela súplica e ações de
graças (Fl 4. 6 ).
c) Neste mundo, com seus
recursos, com as nossas competências, com o nosso patrão, as palavras dos
homens não podem nos garantir o pão de cada dia. No entanto, uma vida de
oração, em cumplicidade com Jesus e com Sua Palavra, com certeza, nos garantirá
o sustento diário.
O perdão
a) “Perdoa as nossas
dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. (v. 12).
b) O perdão é uma grande
necessidade do ser humano. Sem ele, não é possível termos comunhão com Deus,
não iremos ao céu, não viveremos bem aqui na terra, portanto, não haverá
respostas às orações (Is 59. 1, 2). Precisamos reconhecer que somos pecadores,
confessar e nos arrepender de nossos pecados e nos apropriar do perdão. Essa
oração precisa ser feita diariamente por todos nós. Vale lembrar que pecado tem
nome e, quanto mais específicos formos em nossa confissão, mais conscientes
seremos dos nossos pecados e experimentaremos um processo de santificação ainda
melhor. O pedido de perdão a Deus deve ocorrer sempre que o pecado acontecer.
c) No entanto, essa
quinta petição traz junto com ela uma afirmação altamente comprometedora, que
nos coloca um dos maiores desafios da vida: “assim como nós perdoamos”. O
texto, na língua original, grego, traz essa frase na voz perfeita “assim como
temos perdoado”, ou seja, para pedir o perdão divino já é preciso ter perdoado
os devedores. Essa declaração condiciona a resposta de Deus a nós, da mesma
maneira como nós respondemos aos outros, sendo assim, uma coisa fica
condicionada a outra. Se quisermos ver os resultados desta oração em nossa
vida, não podemos deixar de prestar muita atenção nessa frase e praticá-la.
Essa é a única frase à qual Jesus traz uma explicação adicional sobre a oração
ensinada “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes
perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes
perdoará as ofensas. (v. 14, 15).
Conclusão
O Pai celestial nunca
deixará de dar o pão de cada dia aos Seus filhos. Por nos amar, nunca deixa de
atender com perdão quando o pedimos, mas também nos deixa o grande desafio de
perdoarmos aqueles que nos ofendem.
Pr. Silas Zdrojewski

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